Mito: o exame de toque
dói.
Segundo
o urologista Cássio Andreoni, chefe da disciplina de urologia na Unifesp: “o
exame de toque não dói, ele causa um certo desconforto que é maior quando o
homem não está relaxado”.
O
exame só dói quando o paciente tem alguma inflamação na próstata, afinal, ela
vai ser tocada durante o exame. Mas o processo todo é bem rápido e, quando você
perceber, o exame acabou.
Mito: se o exame de PSA (marcador de
tumor realizado em laboratório) der normal, eu não tenho câncer.
O
urologista Manoel Antonio Guimarães, diretor clínico do Hospital da Polícia
Militar do Paraná, afirma: “em cerca de 15% dos resultados normais, o paciente
tem problemas detectados no exame de toque”.
Ou seja:
é fundamental realizar o exame de toque retal, não importa se você fez o PSA.
Verdade: mesmo sem indício de
câncer, é preciso continuar fazendo o exame anualmente.
Pelo
menos um em cada seis homens com 75 anos tem tumor na próstata. Este é o
segundo câncer mais comum em homens, ficando atrás apenas do tumor de pele
não-melanoma, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).
Então
é fundamental realizar exames de toque anualmente depois dos 50 anos (se não
houver histórico de câncer na família), 45 (se houver histórico de câncer na
família) e 40 (se você for negro e houver histórico de câncer na família).
Mito: o câncer de próstata sempre
causa dor.
O
câncer de próstata é uma doença silenciosa e, por isso, tão perigosa. Como
raramente ela se manifesta através de sintomas, é fundamental realizar o exame
de toque anualmente.
Mito: o exame de toque obriga o
paciente a ficar em posição ginecológica.
Esse
é mais um mito que afasta os homens do exame e contribui para os diagnósticos
de câncer de próstata no estado avançado. Existem várias alternativas de
posições para o exame, como deitar de lado, por exemplo. O paciente escolhe a
mais confortável de acordo com a orientação médica.
Mito: todo paciente que opera a
próstata acaba com algum grau de impotência ou de incontinência urinária.
Desde
que a cirurgia pôde ser realizada com auxílio de robôs, o índice de sequelas
diminuiu muito. Segundo Andreoni: “A disfunção erétil atinge cerca de 10% dos
pacientes e a incontinência urinária não passa dos 3%”.
Atualmente,
até os serviços públicos de saúde oferecem técnicas minimamente invasivas, que
permitem ao paciente se recuperar rapidamente.
Mito: um tumor pode ser causado por
um trauma na próstata.
Isso
é mentira, se você sofreu alguma pancada na região ou bateu a área de alguma
forma, fique tranquilo, você não vai desenvolver câncer por causa disso.
Verdade: o toque retal aponta outros
problemas na região alem do câncer de próstata.
Como
o exame apresenta uma avaliação geral da próstata, ele pode apontar alterações
como a hiperplasia (aumento acima do normal), causado por alterações hormonais.
O exame também pode descobrir inflamações e doenças no canal retal.
Parcialmente verdade: o câncer da próstata
faz parte do envelhecimento do homem.
As
conseqüências das alterações hormonais no corpo masculino são várias: barriga
inchada, redução da massa muscular, mudança na disposição sexual, enfim…Todas
fazem parte do envelhecimento e são alterações naturais.
Mas,
além dessas mudanças que você já conhece, outras acontecem no organismo e podem
colocar a saúde em risco. Uma delas ocorre na próstata.
Segundo
urologistas entrevistados pelo portal IG, estima-se que todo homem que viver
até os 100 anos terá algum tumor na próstata.
Mito: câncer na próstata afeta
apenas homens velhos.
Essa
informação é completamente errada. Apesar de ser uma doença mais comum entre os
mais velhos, o câncer na próstata pode atingir homens de todas as idades.
Verdade: câncer de próstata tem
cura.
Dependendo
do estágio do câncer quando foi diagnosticado, ele tem cura. Por isso é
importante realizar exames anuais e garantir que qualquer irregularidade seja
detectada com bastante antecedência.
Mito: um nódulo na próstata é
necessariamente um câncer.
Não,
apenas 30% dos nódulos são câncer de próstata e, para descobrir se o nódulo é
maligno, o médico vai realizar uma biópsia.
Mito: depois de cinco anos de tratado, o câncer
não volta mais.
Para
o câncer de próstata, esse período é de 15 anos, não 5.





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