FONTE: Cristiane Capuchinho, Do UOL, no Rio, (noticias.uol.com.br).
Um ano após o anúncio
da emergência pelo vírus da zika, um teste rápido capaz de diagnosticar a zika
em qualquer ambulatório acaba de ser liberado para produção pela Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O kit diagnóstico
identifica o vírus no sangue de quem tem ou já teve a doença em cerca de 20
minutos. O teste foi desenvolvido em uma parceria entre a Fiocruz Biomanguinhos
e a empresa norte-americana Chembio, e pode estar disponível na rede pública em
um mês, de acordo com Paulo Gadelha, presidente da Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz).
Só agora a Fiocruz
recebeu o registro da Anvisa para um teste com a possibilidade de fazer um
diagnóstico sorológico para saber se a pessoa teve zika ou não"Paulo Gadelha, presidente da Fiocruz.
Até setembro, o Brasil
tinha registrado 1,4 milhões de casos suspeitos de dengue, 236 mil casos
prováveis de febre de chikungunya e 200,4 mil, de zika.
De acordo com
Gadelha, agora a Fiocruz pode fazer uma avaliação de qual o percentual da
população já tem alguma imunidade. A fundação teria capacidade para produzir
imediatamente e entregar para o sistema de saúde em um mês. "O Brasil vai
poder agora dizer algo que é fundamental, determinar os casos que são ou não
zika."
No final de outubro,
o Ministério da Saúde anunciou a compra
de 3,5 milhões de kits diagnósticos rápidos para zika produzidos pelo laboratório Bahiafarma, ao custo de R$
34 cada. Sendo que 2,5 milhões serão distribuídos em novembro e dezembro; o
restante deve ser entregue até fevereiro de 2017.
O teste produzido
pela Fiocruz tem um custo mais baixo que o da Bahiafarma, segundo Marcos da
Silva Freire, vice-diretor de desenvolvimento tecnológico da Fiocruz. "É
um teste muito bom para a fase aguda da doença ou mesmo para depois",
explica.
Freire estima que a
Fiocruz possa produzir 40 milhões de testes por ano.
O Ministério da Saúde
informa que adquiriu, no dia 25 de outubro, testes do laboratório público
Bahiafarma, que estarão disponíveis para uso no Sistema Único de Saúde (SUS)
até dezembro, pouco antes do período de verão, quando a circulação do mosquito Aedes
aegypti é maior. A Fiocruz, que faz parte do Ministério da Saúde, teve o
registro do teste rápido de Zika aprovado pela Anvisa no dia 31 de outubro. O
teste, que foi aprovado na linha de pesquisa, ainda não está disponível em
escala de produção, e é mais uma tecnologia disponível no mercado, podendo ser
utilizado no sistema público.
Teste único espera
aprovação.
Anunciado pelo
então ministro da Saúde Marcelo Castro, em janeiro, o kit único que seria capaz de identificar dengue, zika
e chikungunya, também desenvolvido pela Fiocruz, ainda aguarda liberação da
Anvisa.
O Kit NAT
Discriminatório, como foi batizado o teste, traz uma combinação pronta de
reagentes para uso em laboratório. A análise conjunta é especialmente relevante
para regiões em que os vírus circulam ao mesmo tempo. Em março, a estimativa de
custo era de US$ 20 dólares por teste.
"Na época do
anúncio, houve um consenso que o teste só seria usado após o registro na
Anvisa. A expectativa é que ele seja liberado nos próximos dias" Freire.

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