FONTE: Redação
, https://www.msn.com/
Divulgada no fim do ano passado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) mostrou que os maus hábitos prejudicaram os brasileiros de 2013 a 2019. Sedentarismo, má alimentação e falta de cuidados médicos geraram hipertensão, diabetes e outros problemas de saúde, constatou o levantamento.
O
estudo, realizado em convênio com o Ministério da Saúde, averiguou o estado de
saúde, estilos de vida, doenças crônicas, hábitos alimentares, atividade
física, diabetes, depressão e saúde bucal. A situação é particularmente
preocupante em tempos de pandemia.
De
acordo com o órgão, o tabagismo está em declínio no Brasil, mas o consumo de
álcool vem crescendo, sobretudo entre as mulheres. Além disso, 7,2 milhões de
pessoas dirigiram depois de beber em 2019.
Autoavaliação.
Os
brasileiros pesquisados também fizeram uma autoavaliação da saúde e responderam
que a consideravam “boa” ou “muito boa” –apenas 28,1% avaliaram, em 2019, seu
estado de saúde como regular, e 5,8%, como ruim ou muito ruim.
A
PNS também constatou que áreas urbanas brasileiras consumiram duas vezes mais
alimentos ultraprocessados do que as rurais. De uma forma geral, o consumo de
frutas e hortaliças mostrou aumento com a idade e com o grau de escolaridade.
Em
relação ao sedentarismo, a pesquisa mostrou que os homens praticaram mais
atividades físicas em momentos de lazer. Por sua vez, as mulheres se
movimentaram em atividades domésticas –como fazendo faxina.
Doenças.
Os
dados relativos a doenças também refletiram os maus hábitos. Pouco mais da
metade (52%) da população com 18 anos ou mais havia recebido diagnóstico de ao
menos uma das doenças crônicas investigadas por essa edição da pesquisa. Muitos
não tiveram o acompanhamento médico necessário.
Dos
respondentes brasileiros adultos, 23,9% estavam hipertensos. Já o diabetes
atinge 7,7% da população adulta –a prevalência encontrada em 2013 foi de 6,2%.
Ainda segundo o estudo, 14,6% das pessoas de 18 anos ou mais (23,2 milhões)
tiveram diagnóstico de colesterol alto (em 2013, foram 12,5%).
Sobre
as doenças cardíacas, 8,4 milhões de adultos (5,3%) receberam esse diagnóstico.
Os asmáticos adultos são 5,3% dos pesquisados (8,4 milhões de pessoas). E,
entre a população adulta, 2% tiveram AVC (acidente vascular cerebral)
–aproximadamente 3,1 milhões de pessoas.
Mais
de 4 milhões de adultos (2,6%) receberam diagnóstico de câncer, e 1,5% sofria
de insuficiência renal crônica.
Os
problemas não param por aí. Um em cada cinco adultos tem problemas de coluna, e
2,5% dos adultos receberam diagnóstico médico de Dort (Distúrbio Osteomuscular
Relacionado ao Trabalho).
Saúde mental.
As
condições mentais dos brasileiros também foram avaliadas e 16,3 milhões das
pessoas estudadas foram diagnosticadas com depressão (10,2% da população em
2019, contra 7,6% em 2013).
Por
outro lado, cresceram os cuidados com a saúde bucal. Em 2019, a proporção de
adultos que escovava os dentes pelo menos duas vezes por dia (93,6%) cresceu em
relação a 2013 (89,1%). Já a proporção de adultos que usam escova de dentes,
pasta de dente e fio dental para a limpeza dos dentes ficou na marca de 63,0%.

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