FONTE:
, Salvador, https://www.trbn.com.br/
Mulheres que são
usuárias assíduas de pílulas contraceptivas reduzem em 40% as chances de
contrair a doença.
O câncer do endométrio tem sua origem na camada interna
do útero, conhecida como endométrio, local onde o embrião se desenvolve durante
a gravidez. Existem dois tipos desse carcinoma. O endometrióide acomete 80% da
população feminina e está relacionado a um desequilíbrio hormonal do estrogênio
e da progesterona - responsáveis pela manutenção do sistema reprodutor da
mulher - e surge a partir de lesões precursoras - aquelas que antecedem o
aparecimento da doença -, conhecida como hiperplasia complexa com atipia.
Já a espécie não endometrióide não possui associação com
esses hormônios e não se manifesta antes do surgimento do tumor. De acordo com
o ginecologista da Clínica Elsimar Coutinho, Dr. Alessandro Scapinelli, este
último é mais agressivo e está relacionado a uma maior mortalidade. No entanto,
há uma redução de 40% no risco do câncer endometrial nas mulheres que são
usuárias assíduas de pílulas contraceptivas. “Mas, independente da via de
administração hormonal, o importante é que o endométrio permaneça
constantemente fino, prevalecendo o efeito local do derivado da progesterona”,
declara o especialista.
Esse resultado pode ser alcançado através de diversas
vias de reposição do hormônio: implantes, adesivos, anel vaginal e DIU
hormonal. Conforme o ginecologista, essa proteção pode persistir por décadas
após a interrupção desses métodos. O primeiro alerta para este tipo de câncer
são os sangramentos uterinos anormais, principalmente se houver fatores de
risco presentes, tais como: obesidade, diabetes, aumento de triglicérides e
circunferência abdominal, hipertensão arterial, uso do tamoxifeno (por mais de
5 anos) e qualquer situação onde exista no organismo um excesso do estradiol em
detrimento à progesterona, especialmente nas mulheres que estejam fazendo
tratamento hormonal.

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