quinta-feira, 4 de março de 2010

O PERIGO DA AUTOMEDICAÇÃO...

FONTE: Maurício Belfante (o2porminuto.uol.com.br).
Tomar medicamentos para curar lesões sem a orientação médica pode ser um perigo para os corredores.
Longe de ser apenas uma situação exclusiva do esporte, o uso indiscriminado de medicamentos sem prescrição médica é um mal que atinge toda sociedade. Passando de geração em geração, esse costume inadequado pode trazer grandes problemas para os que se arriscam ingerindo medicamentos sem a autorização de um especialista.O uso de remédios sem a concessão de um médico, além de, algumas vezes, não resolver corretamente os problemas do paciente, ainda pode deixar algumas sequelas. Além disso, diante dos seus efeitos negativos, seus benefícios podem ficar também prejudicados. Existem casos de internação por cauda dessas substâncias ingeridas de forma incorreta.Conforme explica Luis Fernando Correia, clínico geral e chefe da emergência do Hospital Samaritano, não basta apenas o médico saber sobre os sintomas do paciente na hora de receitar um medicamento, outros conceitos devem ser respondidos e certificados.“O medicamento para ser prescrito, não basta que o médico conheça os sintomas do paciente, mas ele precisa, também, conhecer seu histórico médico, como alergias e eventuais problemas de saúde associados”, explica Correia. PAVIO CURTO OU LONGO?
Consumir diariamente um remédio sem a autorização médica pode não ter um efeito negativo de forma imediata. Devido às diferenças nos metabolismos de cada indivíduo, o limite do corpo em relação aos medicamentos não pode ser calculado.“Já aconteceu de pacientes consumirem algum tipo de remédios durante 20 anos, sempre diariamente, e não ter problemas por causa das substâncias instantaneamente, apenas em um futuro longo, onde as consequências não podiam ser mais revertidas”, diz Cláudio Miguel Rufino, Clínico Geral da Unifesp.O correto é não esperar para saber o quanto o seu organismo pode aguentar. O uso de medicamentos só pode ocorrer com a autorização de um médico.
O REMÉDIO E O ESPORTE.
A dor e pequenos incômodos fazem parte da vida de qualquer atleta. Desta forma, muitos usufruem o poder dos analgésicos e antiinflamatórios, para melhorarem suas performances e treinarem mais, independente da modalidade.Essa melhora momentânea pode acabar surtindo efeito nos primeiros usos, mas com o passar do tempo, a “forma perfeita” do atleta, com uma saúde invejável, pode se transformar em doença.“Os atletas têm uma percepção de que a sua saúde sempre estará intacta, devido ao seu condicionamento, porém, são seres humanos e podem ter problemas como qualquer outra pessoa”, alerta Correia.Conhecer melhor o próprio corpo e ter noção do seu limite pode ser uma grande passada para quem quer deixar os medicamentos de lado, usando-o apenas quando for realmente necessário. O uso de bolsas de gelo ou o próprio descanso podem ser uma boa pedida, deixando o organismo longe de impurezas dos medicamentos.

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