terça-feira, 17 de setembro de 2013

VEJA O QUE PODE CAUSAR MAU HÁLITO...

FONTE: Naira Sodré, TRIBUNA DA BAHIA.

O mau hálito ou halitose  não é uma doença e sim, um sinal ou sintoma de que algo no organismo está em desequilíbrio, que deve ser identificado e tratado. Para chamar a atenção sobre este problema bucal, foi instituído o dia 22 de setembro como Dia Nacional de Combate a Halitose. O nome Halitose, é o termo médico usado para designar o mau hálito. Deriva do latim ”Halitus” que significa ar expirado.

O mau hálito é um problema de saúde,  um problema social, cada vez mais frequente e atingindo mais e mais, sobretudo a população de adultos. Um mal que atinge o bom convívio social, profissional, relacionamentos, constrangimentos de toda ordem. “E não sabemos como avisar a pessoa que tem o problema”,  ressalta Ana Kolbe, Odontóloga, renomada pesquisadora do assunto há mais de 20 anos, com prêmios nacionais e internacionais, fundadora da Associação Bahiana de Odores da Boca, cujo endereço eletrônico é: (http://www.asbob.com.br), instituição criada para orientar, pesquisar, assistir e que pouca gente sabe disso; por isso muita gente carente deixa de ser beneficiada. Segundo a odontóloga  Ana Kolbe, a estatística nacional sobre o assunto assusta.  O Mal hálito é um mal social que cresce, no entanto tem cura.

Ainda segundo a Dra. Kolbe, a melhor forma de prevenção e de tratamento da saúde bucal “é não descuidar da boa higiene bucal, desde cedo. Procure ajuda”, orienta. As causas da halitose conhecidas são mais de 60 e as bucais correspondem a mais de 90% dos casos. Dentre as causas mais importantes e comuns originadas na cavidade bucal, temos a saburra lingual e as doenças da gengiva (gengivite e periodontite). 

Nas causas do mau hálito originado nas vias aéreas superiores, os principais responsáveis são os cáseos amigdalianos e de origem sistêmica ou metabólica, temos o jejum prolongado, a ingestão de alimentos odoríferos (capazes de alterar o hálito), o diabetes não compensado, a hipoglicemia e as alterações hepáticas, renais e intestinais como causas principais, mas que  correspondem somente a uma porcentagem muito pequena dos casos.
A crença de que o estômago provoca o mau hálito é  o maior mito na área de saúde da atualidade, que graças aos esforços da  Associação Brasileira da Halitose (ABHA) e de seus associados, vem sendo desmistificada. A saburra lingual, as doenças da gengiva (gengivite e periodontite) e as amígdalites, são os principais responsáveis e  estão presentes em quase 100 % dos casos de alterações do hálito de origem bucal, pois embora estes últimos sejam uma causa de halitose de origem nas vias aéreas superiores, a alteração no odor do hálito se manifesta através do ar expirado pela boca, pois as amígdalas se localizam à porta da cavidade bucal, na orofaringe.
As doenças da gengiva bem como várias outras causas de alteração do hálito de origem bucal (dentes semi-inclusos, excessos de tecido gengival, feridas cirúrgicas, cáries abertas e extensas, próteses mal adaptadas, abscessos, estomatites, miíase, cistos dentígeros e câncer bucal) podem ser facilmente identificadas e tratadas (ou encaminhadas para tratamento) por um Cirurgião Dentista experiente.
A saburra lingual, é uma placa bacteriana esbranquiçada ou amarelada localizada no dorso posterior (fundo) da língua, que se forma basicamente quando estamos frente a uma diminuição da produção de saliva ou de uma descamação epitelial (minúsculos pedacinhos de pele que se desprendem dos lábios e bochechas) acima dos limites normais (ou fisiológicos) ou ainda, em ambas as situações.

Os cáseos amigdalianos  são como  ”massinhas” que se formam em pequenas cavidades existentes nas amígdalas (criptas amigdalianas). A composição do cáseos amigdalianos é similar à da saburra lingual, e são formados pelo mesmo mecanismo, ou seja, descamação epitelial e/ou redução do fluxo salivar.

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