Foi lançado hoje o
documento "COVID-19 na América Latina e no Caribe: como
incorporar mulheres e igualdade de gênero na gestão da resposta à crise",
elaborado pela ONU Mulheres. Nele, estão presentes 14 orientações que buscam
minimizar os impactos da pandemia causada pelo novo coronavírus
às mulheres, levando em conta suas especificações na sociedade.
Entre as orientações
está o cuidado com as vítimas de violência. De acordo com as informações
divulgadas, em contextos emergenciais tal como o desencadeado pela pandemia,
aumentam os riscos de violência doméstica contra as mulheres e meninas, uma vez
que podem ocorrer mais tensões em casa. O isolamento é outro fator que pode
facilitar o crime. Mulheres que já passaram por agressões e sobreviveram podem
enfrentar ainda mais obstáculos, tanto para evitar que elas aconteçam
novamente, quanto para acessar ordens de proteção ou serviços.
Elas
cuidam e se colocam na linha de frente.
O documento também cita
os impactos físicos e emocionais para as mulheres, que são as mais afetadas
pelo trabalho não remunerado. Devido à saturação dos sistemas de saúde e ao
fechamento das escolas, as tarefas de cuidado doméstico recaem principalmente
sobre elas. A responsabilidade de cuidar de familiares doentes, pessoas idosas
e crianças também.
Além disso, mulheres
são maioria entre trabalhadores informais e domésticas. As quarentenas reduzem
a demanda por estes serviços e afetam os setores de comércio e turismo, que
empregam muitas mulheres. Diante da crise, muitas delas perdem seus meios de
sustento de vida quase que imediatamente, sem possibilidade de substituição.
Por fim o documento
destaca que mulheres, principalmente as trabalhadoras do setor de saúde,
domésticas, que ocupam cargos na economia informal, refugiadas, migrantes e em
situação de violência são algumas das mais expostas à pandemia e precisam ser
envolvidas em todas as fases das tomadas de decisões locais e nacionais, uma
vez que assumem custos físicos e emocionais.


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