Adiamento em função de
medidas de prevenção tem como objetivo assegurar efetiva análise do negócio por
parte dos interessados, diz empresa.
A Petrobras informou na
sexta-feira (20) que postergará o recebimento de ofertas vinculantes nos
processos de venda de refinarias em função das medidas de prevenção ao
coronavírus.
Segundo a empresa, o
adiamento nas entregas das propostas busca assegurar a "efetiva realização
da due diligence" (processo de auditoria) por parte dos potenciais
compradores.
Os processos abrangem 8
refinarias: Abreu e Lima (Rnest) em Pernambuco; Landulpho Alves (Rlam) na
Bahia; Presidente Getúlio Vargas (Repar); Unidade de Industrialização do Xisto
(SIX) no Paraná; Alberto Pasqualini (Refap) no Rio Grande do Sul; Refinaria
Gabriel Passos (Regap) em Minas Gerais; Refinaria Isaac Sabbá (Reman) no
Amazonas; e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor) no
Ceará.
O desinvestimento, que
faz parte do plano
da empresa de vender cerca de metade de sua capacidade de refino,
inclui ativos logísticos de cada unidade.
As 8 refinarias
representam cerca de 50% da capacidade de refino nacional, totalizando 1,1
milhão de barris por dia de petróleo processado. Analistas estima que a
Petrobras possa obter até US$ 20 bilhões com a venda desses ativos.
Petrobras pede US$ 8
bilhões a bancos.
A Petrobras informou
também que solicitou aos bancos o desembolso de suas linhas de crédito
compromissadas (Revolving Credit Lines), no montante de cerca de US$ 8 bilhões,
para reforçar a liquidez da companhia, a fim de se resguardar dentro do
contexto atual de crise.
"A companhia está
avaliando outras medidas que reforcem ainda mais seu fluxo de caixa, como a
redução adicional de custos e otimizações de seu capital de giro",
acrescentou.


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