FONTE:
, Tulio Kruse, https://www.msn.com/
, Tulio Kruse, https://www.msn.com/
O novo
coronavírus pode manter-se ativo por horas e
até dias em superfícies, ou mesmo suspenso no ar. A higienização de objetos e
superfícies está entre as recomendações dos infectologistas, mas eles lembram
que a maior preocupação é em relação ao contato com outras pessoas, que podem
carregar o vírus. O Estado levantou dúvidas com base em
questões enviadas por leitores do grupo EstadãoInforma: Coronavírus,
espaço para discussão e troca de informações sobre a pandemia criado pelo
jornal no Facebook.
As respostas foram
redigidas após entrevista com o infectologista Eliseu Waldman, professor da
Faculdade de Saúde Pública da USP, além de consultas científicas e em
reportagens do Estado. O grupo é um espaço para discussão e troca
de informações sobre a pandemia na rede social. Qualquer usuário pode se
inscrever e enviar suas dúvidas.
É
verdade que o coronavírus permanece no ar por 3 horas?
Sim. Um estudo
publicado na semana passada por cientistas americanos identificou a presença do
novo coronavírus no ar por até três horas, contadas após o vírus ter sido
borrifado. O estudo não é conclusivo, porém, quanto à probabilidade de uma
pessoa ser infectada após simplesmente respirar o ar com o vírus – são
necessários mais estudos sobre as chances de infecção em cada vetor. A pesquisa
considera “plausível” que alguém possa contrair o vírus após respirá-lo. O novo
coronavírus sobrevive em superfícies por mais tempo do que o Sars, que pertence
à mesma família da covid-19. Em superfícies como plástico (polipropileno) e aço
inoxidável, por exemplo, o vírus permanece por até três dias. Os pesquisadores,
no entanto, consideram que vários outros fatores explicam a velocidade mais
alta no contágio. “Nossos resultados indicam ser improvável que a maior
transmissibilidade observada no HCoV-19 seja causa da sua maior viabilidade no
ambiente, comparada ao Sars”, diz o estudo, assinado por profissionais de duas
universidades e três centros de pesquisa americanos.
No
caso de um pátio em que a equipe de limpeza utilize “sopradores” para afastar a
sujeira, e levante poeira do chão, isso espalha o vírus?
Sim, poderia ajudar a
espalhar o vírus em uma situação hipotética em que alguém infectado tenha
passado pelo local e espirrado, por exemplo. O ideal para superfícies é limpar
com álcool, água e sabão, ou líquidos adequados. Ao ventilar uma superfície com
sopradores, por exemplo, as partículas são jogadas no ar e se provoca uma
espécie de aerossol. Um produto líquido, mesmo que usado como spray, mantém as
partículas no chão e pode esterilizar a área. O uso de “sopradores” não é
recomendável.
Nos
serviços de delivery, os produtos não podem vir contaminados em suas embalagens
se foram manipulados por alguém infectado?
Essa possibilidade não
está descartada. No entanto, o delivery é considerado menos arriscado do que
comer em um restaurante, onde há maior circulação de pessoas. Segundo a OMS, os
estudos apontam que a transmissão se dá por meio de contato com gotículas
respiratórias, incluindo as presentes em objetos e superfícies. O vírus pode
ficar por 24 horas na superfície do papelão, segundo uma pesquisa do Instituto
Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, divulgada na
semana passada. Embora o contágio oral seja possível, no caso dos serviços de
entrega a embalagem de papelão não entra em contato com a comida. Portanto, a
dica de infectologistas é sempre lavar as mãos após manipular qualquer material
não higienizado. Também é recomendável se certificar de que os alimentos tenham
procedência segura, e o restaurante siga regras sanitárias.
Como
higienizar frutas, verduras e legumes comprados em feiras e supermercados?
As regras são as mesmas
utilizadas para os demais casos. Higienizar as mãos, higienizar os alimentos
com água e sabão e respeitar as orientações gerais para a hora de cozinhar. Há
alguns infectologistas que recomendam até mesmo higienizar embalagens ao voltar
do supermercado.

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