Orientação é válida
para todos os produtos fumígenos.
Usuários de narguilé ou
de qualquer outro produto fumígeno, como cigarros, charutos, cachimbos e
cigarrilhas, não devem compartilhar esses produtos.
Essa é uma das
orientações da Anvisa relacionadas a esses produtos, divulgadas na sexta-feira
(20 de março), para evitar a disseminação da Covid-19.
Além disso, as pessoas
não devem se expor à fumaça produzida por qualquer tipo de produto fumígeno e
devem suspender de imediato o uso desses produtos. Outra medida é denunciar à
Vigilância Sanitária local o uso de produtos fumígenos em locais
fechados.
Risco aumentado.
O tabagismo, além de
aumentar a incidência de doenças
pulmonares e cardíacas e enfraquecer o sistema
imunológico, entre diversas outras patologias, pode causar
agravamento da Covid-19.
As primeiras
publicações relativas à epidemia na China demonstraram que o tabagismo é um
fator de risco importante, pois aumentou em 14 vezes a chance de agravamento
do novo coronavírus, em comparação com pacientes não
fumantes.
Narguilé.
O narguilé,
produto fumígeno comumente utilizado simultaneamente por um grupo de
pessoas, já apresenta evidências de propagação de diversas doenças, pois a
mangueira e o bocal utilizados para fumar são passados de pessoa para pessoa.
Portanto, diante de um
vírus de alto contágio como o novo coronavírus, há de se prever que o uso
do narguilé, bem como o compartilhamento de qualquer outro
produto fumígeno, facilita a propagação
e a contaminação de pessoas com essa doença.
No Brasil, de acordo
com a Lei 9.294/96, é proibido o uso de qualquer
produto fumígeno, o que inclui o narguilé, em local coletivo fechado,
público ou privado.
Países que não
tinham essa proibição, como o Irã, Kuwait, Paquistão, Qatar
e Arábia Saudita, baniram o uso de narguilé em locais
públicos como cafés, bares e restaurantes para evitar a transmissão
da Covid-19.


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