A Polícia Civil do
Distrito Federal prendeu uma mulher de 42 anos, em flagrante, acusada de
falsificar álcool em gel no Gama, cidade a 40 km de Brasília. A farmácia que
vendia o produto pirata foi interditada por tempo indeterminado e outros
estabelecimentos estão sendo investigados.
A polícia chegou até a
mulher na sexta-feira (20) depois de uma denúncia do Procon do Distrito
Federal, que tem percorrido várias drogarias para fiscalizar a venda de
produtos usados para prevenir o coronavírus,
como o álcool em gel.
O órgão de defesa do
consumidor encontrou os frascos sendo vendidos em uma farmácia de Sobradinho,
cidade-satélite a 30 km do Plano Piloto, e desconfiou do rótulo, que era de uma
marca desconhecida no mercado. "A consistência do produto e o cheiro eram
bastante estranhos, o CNPJ da fabricante era inexistente e, no rótulo, as
características do produto estavam em inglês. Além disso, também não havia
número de lote", disse o diretor-geral do Procon, Marcelo Nascimento.
A Polícia Civil e a
Vigilância Sanitária foram chamados e comprovaram a fraude.
Com as informações da
nota fiscal apresentada pela farmácia, a polícia conseguiu chegar até a
distribuidora, no Gama. Uma mulher permitiu a entrada dos agentes e permaneceu
calada durante toda a ação. No local, havia cerca de 400 frascos de álcool em
gel já prontos para serem distribuídos e mais 3.200 embalagens prestes a serem
envazadas.
"Qualquer pessoa
que tiver comprado esse produto, corre riscos, porque a gente não sabe ainda
nem o que tem dentro desse frasco", alerta o delegado da Coordenação de
Repressão ao Crime Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes,
Wisllei Salomão.
A orientação para quem
comprou o álcool em gel é registrar ocorrência por estelionato pelo site da
Polícia Civil do DF. "Depois que essa pandemia passar, nós vamos chamar as
vítimas que registrarem denúncia e aprofundar as investigações. O dinheiro dos
clientes poderá ser devolvido e todas as farmácias que vendiam o item devem ser
responsabilizadas também", completa o delegado.
O diretor da Vigilância
Sanitária do DF, Manoel Silva Neto, disse que a farmácia de Sobradinho vai
responder a um processo administrativo sanitário, que pode gerar cassação do
funcionamento ou multa de até R$ 1,5 milhão. "O que chama a atenção é que
houve uma mistura de ignorância, oportunismo e crime", comenta o diretor.

Nenhum comentário:
Postar um comentário