O Supremo Tribunal da
Penitenciária Apostólica determinou indulgência à vítimas e a qualquer um que
“cuide” dos doentes.
O Supremo Tribunal da
Penitenciária Apostólica, corte do Vaticano responsável pela
regulação das indulgências, determinou na sexta-feira (20) que
os pecados de pacientes da Covid-19, doença provocada pelo
novo coronavírus (Sars-CoV-2), sejam perdoados.
A medida está em um
decreto publicado pelo tribunal e também alcança operadores sanitários,
familiares de vítimas e a qualquer um que “cuide” dos doentes, “inclusive com
orações”.
“Concede-se a
indulgência plenária aos fiéis afetados pelo coronavírus, submetidos a regimes
de quarentena por ordem das autoridades sanitárias nos hospitais ou em suas
próprias casas se, desapegados de qualquer pecado, se unirem espiritualmente
através de meios de comunicação à celebração da Santa Missa, à recitação do
Santo Rosário, à prática da Via Crucis ou a outras formas de devoção, ou se ao
menos recitarem o Credo, o Pai Nosso e uma invocação à Virgem Maria, oferecendo
essa prova em espírito de fé em Deus e de caridade com os irmãos, com a vontade
de cumprir as condições usuais assim que for possível”, diz o decreto.
Devido ao isolamento
imposto por governos mundo afora por conta da pandemia de coronavírus, milhões
de fiéis ficaram impossibilitados de receber os sacramentos católicos e de se
confessar. A indulgência plenária, no entanto, oferece um perdão total dos
pecados de pacientes e pessoas envolvidas no combate à Covid-19.
O decreto da
Penitenciária Apostólica também estende a indulgência plenária aos fiéis mortos
sem a extrema-unção.


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