FONTE: Guilherme Balza, do UOL Notícias, em São Paulo.
As assembleias realizadas nesta quinta-feira (17) por trabalhadores dos Correios indicam que a categoria manterá nos próximos dias a greve iniciada ontem. Dos 35 sindicatos filiados à Fenact (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), em 14 os funcionários decidiram hoje manter a paralisação, de acordo com Emerson Vasconcelos da Silva, da comissão de negociação.Os trabalhadores dos 21 sindicatos restantes decidirão entre hoje e amanhã se continuam em greve. Para a paralisação prosseguir, basta a aprovação de 18 dos 35 sindicatos, segundo Silva. Decidiram seguir em greve as regionais de São Paulo, Campinas (SP), Vale do Paraíba (SP), Minas Gerais, Brasília, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Ceará, Sergipe, Goiás, Amazonas e Tocantins.Entre outras reivindicações, eles exigem reajuste salarial de 41,03%, aumento de R$ 300 no piso da categoria, além de redução da jornada de trabalho e contratação de mais servidores por concurso.A estatal apresentou ontem aos trabalhadores sua contraproposta, oferecendo reajuste salarial de 9% em acordo bianual, reajuste linear de R$ 100, aumento no valor do vale-refeição de R$ 20 para R$ 21,50 por dia e no vale-transporte de R$ 110. Os Correios têm 116 mil trabalhadores em todo o país. "Também não queremos acordos válidos só por dois anos", diz Silva.Segundo o sindicalista, quatro dos sete integrantes dos trabalhadores na comissão de negociação negaram a proposta e iriam redigir o informe indicando aos sindicatos regionais a continuação da greve. No entanto, os outros três membros, ligados ao PT e ao PCdoB, "atravessaram" e enviaram o comunicado pelo fim da greve, o que acabou "rachando" a comissão.Por volta de 65% dos profissionais da categoria aderiram à greve, de acordo com o sindicalista. A maioria dos trabalhadores paralisados são entregadores, motoristas, operadores de triagem, funcionários de agências, motoqueiros, entre outros.
Como evitar transtornos.
Para evitar transtornos com a greve, a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) orienta as empresas a disponibilizarem outros canais para que as contas que chegam por intermédio dos Correios sejam pagas, além de informar os clientes sobre a medida.
Segundo o Procon, os consumidores também têm a responsabilidade de procurar a empresa e descobrir meios de pagar as contas. "Não é porque a conta não chegou que o cliente não tem que pagar, mas as empresas têm que disponibilizar novos meios e avisá-los", afirma Fátima Lemos, assistente de direção do Procon.
Caso o cliente não receba a correspondência e não haja tempo hábil para efetuar o pagamento de outro modo, a empresa não deve cobrar multa e juros, de acordo com Lemos. "O mais certo é pagar uma segunda via sem multa e juros.
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