É difícil encontrar uma
pessoa que nunca tenha sentido ansiedade por conta de dinheiro. Geralmente, o
nervosismo é ainda maior se não sabemos qual é a quantidade que poderemos
contar para planos futuros.
Interessados nos
efeitos que o estresse de uma renda
instável pode causar à saúde, pesquisadores norte-americanos analisaram o
estudo CARDIA (Desenvolvimento do risco de artéria coronária em adultos
jovens, em português) que continha dados de 3.937 pessoas de 23 a 35 anos entre
1990 e 2015.
A análise.
Os cientistas definiram
a volatilidade do rendimento como uma variação percentual de uma de renda para
a próxima, no mês seguinte, e eventuais baixas na quantidade de dinheiro.
Depois, rastrearam o
número de pessoas que sofreram eventos cardiovasculares --fatais e não fatais
-- ou morreram por qualquer causa entre 2005-2015. A equipe levou em conta
fatores como risco cardíaco preexistente e antecedentes sociodemográficos.
Os resultados, agora
publicados na revista científica Circulation, mostram que flutuações
substanciais na renda pessoal estão associadas a um maior risco de morte e
doenças cardiovasculares na década seguinte a essa mudança de renda -- no
total, houveram 106 eventos cardiovasculares e 164 mortes.
As descobertas foram
comparadas com pessoas que se encaixaram em uma categoria similar, mas que
tiveram menos alterações em sua renda pessoal.
Segundo o estudo,
pessoas de alguns grupos específicos, como mulheres, afro-americanos,
desempregados e solteiros eram mais propensas a experimentar alta volatilidade
de renda.
Por que a relação
existe?
Não está claro o porquê
da volatilidade da renda resultar em riscos à saúde. Os cientistas acreditam
que resultados têm relação com comportamentos não saudáveis, como consumo
excessivo de álcool e falta de exercícios, além de fatores como estresse e pressão
alta.
"Embora este
estudo seja de natureza observacional e certamente não uma avaliação de tais
programas, nossos resultados destacam que grandes mudanças negativas na renda
podem ser prejudiciais à saúde do coração e podem contribuir para a morte
prematura", afirma Tali Elfassy, uma das autoras do estudo.
Os pesquisadores
esperam que outros cientistas abracem o tema realizem mais pesquisas para
entender a causa dessa nova associação.
Eles veem essas
descobertas como uma forma de filtrar com mais eficiência as pessoas mais
jovens quanto ao risco de doenças cardiovasculares, mas os resultados não podem
ser aplicados atualmente a todas as identidades. Outros grupos étnicos e um
maior número de pessoas precisam ser estudado para checar a associação.


Nenhum comentário:
Postar um comentário