A produção de
bicicletas deve chegar a 857.000 unidades.
As fabricantes de bicicletas produziram 773.641 unidades em 2018, volume
15,9% superior ao de 2017 (667.363 unidades), de acordo com dados da Associação
Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas
e Similares (Abraciclo), divulgados nesta segunda-feira (14) em São Paulo.
Em dezembro, foram produzidas 21.857 unidades, volume equivalente ao do
mesmo período de 2017 (21.879 unidades). Na comparação com novembro de 2018
(83.726 unidades), houve queda de 73,9%.
Segundo o vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, Cyro
Gazola, a retomada nos negócios, após quatro anos em declínio, foi impulsionada
pela maior oferta de produtos, preços mais competitivos e expansão da
mobilidade urbana.
“Isso mostra com clareza o impacto positivo da ampliação das redes de ciclovias,
ciclofaixas e ciclorrotas nas cidades brasileiras”, disse. Ele ainda atribui ao
desempenho positivo a uma redução do índice de inadimplência dos consumidores,
aliada ao aumento da oferta de crédito pelas instituições financeiras.
Os volumes de bicicletas produzidos no Polo Industrial de Manaus (PIM) em
2018 foram distribuídos para comercialização para as seguintes regiões do País:
Sudeste, com 55,4% das unidades; Sul, 19,5%; Nordeste, 14,7%; Centro-Oeste,
5,8%; e Norte, 4,6%.
Projeções.
De acordo com a Abraciclo, a produção de bicicletas deve ter um aumento
de 10,8% em 2019, chegando a 857.000 unidades.
Segundo Gazola, a expectativa está baseada nas mudanças e implantação de
novas medidas na economia, que podem ocorrer com o novo governo, além da
continuidade dos lançamentos de bicicletas de maior valor agregado.
De acordo com o executivo, o mercado percebe e responde positivamente à
melhoria contínua da tecnologia, qualidade e gama de oferta dos produtos e
marcas nacionais, que têm preços mais acessíveis aos consumidores.
“Com a redução do endividamento das famílias, devem ser retomadas as
compras planejadas, tendo, ainda, o apoio do varejo na oferta de crédito mais
acessível. Esses fatores podem levar a uma aceleração da demanda já no primeiro
semestre do ano”, finalizou.


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