Não importa em qual
idade ela apareça pela primeira vez. A menstruação é parte muito importante na
vida de qualquer mulher! Por isso, apesar de não ser um período muito agradável
para a maioria das meninas, nós temos que aprender a lidar com ela e,
acima de tudo, entendê-la. Por exemplo: você sabia que o ciclo menstrual não
envolve apenas aqueles dias em que você sangra? Na verdade, ele é
muito maior e mais complexo que só esses três, quatro ou cinco dias de sangramento.
Para explicar melhor
como o ciclo funciona e qual é o papel de cada fase dele, a CAPRICHO conversou
com a Dra. Patrícia Gonçalves, médica obstetra e
ginecologista, mestre em Obstetrícia e Ginecologia pela USP.
A menstruação, que é o
período de sangramento, costuma durar de 3 a 5 dias dentro de um ciclo de 28 a
30 dias. No entanto, essa média de tempo pode variar de mulher para mulher. Afinal,
cada organismo é diferente, né? Esse sangue vem da descamação da camada interna
do útero, também chamado de Endométrio. De acordo com a Dra. Patrícia, a
quantidade média de sangue do fluxo menstrual é de cerca de um quarto de uma
xícara de chá.
O ciclo inteiro é
dividido em quatro fases: fase menstrual, fase folicular, fase
ovulatória e fase lútea. O primeiro dia do seu ciclo é quando você
menstrua. O sistema reprodutor da mulher repete um padrão comum desses eventos
controlados por hormônios, que se repetem todo mês. Mas, qual o papel de cada
um deles?
Fase menstrual: como
o próprio nome já sugere, este é o período de sangramento. Normalmente, ele
costuma durar de 3 a 7 dias.
Fase proliferativa ou
estrogênica (folicular): é o período de maturação do
folículo ovariano e secreção de estrógeno.
Fase secretora ou
lútea: marcado pela ovulação e intensa ação do corpo
lúteo, esse período é o final da fase proliferativa e início da fase
pré-menstrual.
Fase pré-menstrual ou
isquêmica: é quando a mulher está prestes a menstruar.
Ocorre a queda das concentrações dos hormônios ovarianos e a camada superficial
do Endométrio perde seu suprimento sanguíneo normal. Pode ser acompanhada por
dor de cabeça, dor nas mamas e possíveis alterações psíquicas, como fácil
irritabilidade, insônia e a clássica TPM (Tensão Pré-Menstrual). Esta fase dura
cerca de dois dias.
Tá, mas agora o que
fazer com essas informações? Bom, para começar é importante saber que seu ciclo
menstrual tem picos de fertilidade. A fase em que você corre mais risco
de engravidar é a lútea (conhecida também como fase do período fértil). As
chances já caem um pouco na estrogênica (mas ainda há riscos) e se tornam ainda
menores na menstrual (baixíssimo risco de fecundação) e na pré-menstrual
(porque o corpo já está quase pronto para “liberar” aquilo que sobrou no útero
de uma não-gravidez).
É claro que não existe
nunca 100% de certeza quando o assunto é o corpo humano, mas prestar atenção e
saber exatamente em que fase do ciclo você está te dá segurança, autonomia, te
empodera e é e um complemento na contracepção. Porém, a manutenção do ciclo
menstrual não funciona como um método contraceptivo, ok? É preciso consultar
um(a) ginecologista para entender qual é o melhor método para você (pílula ou
injeção anticoncepcional, DIU, adesivo, etc) e sempre usar preservativo.
Sempre. Ah! Só para que você entenda melhor o período fértil: na
maioria das vezes, a duração do intervalo de tempo entre a ovulação (que é
quando o óvulo é liberado do ovário) e a menstruação é de 12 a 16 dias.
Esse é o intervalo em que você tem mais chances de engravidar. Ou seja, em que
você está com a fertilidade nas alturas! Deu pra entender?
Vale lembrar que, se
você notar qualquer coisa diferente no seu ciclo menstrual, é importante
consultar um(a) ginecologista para verificar se está tudo certo – sem falar nas
consultas de rotina, caso já tenha uma vida sexual ativa. Previna-se!


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