A denúncia foi feita
pelo site ProPublica.
Mais de 400 mil exames
de raios-X e ressonância magnética podem ser acessados por qualquer
pessoa com um navegador da internet ou a partir de algumas linhas de
código de computador. Os registros abrangem mais de 5 milhões de pacientes
nos Estados Unidos e milhões em todo o mundo.
A denúncia foi feita
pela ProPublica, organização que investiga abusos de poder, com apoio da
emissora pública alemã Bayerischer Rundfunk.
Foram
identificados 187 servidores - computadores usados para armazenar e
recuperar dados médicos - nos EUA, desprotegidos por senhas ou precauções
básicas de segurança.
"Não é nem
pirataria. A porta aberta simplesmente está aberta”, disse Jackie Singh,
pesquisadora de segurança cibernética e diretora executiva da consultoria
Spyglass Security.
Nos computadores
da empresa americana MobilexUSA, por exemplo, podiam ser vistos os
nomes de mais de um milhão de pacientes - apenas digitando uma simples consulta
de dados. Além disso, estavam expostos os nomes dos médicos e os
procedimentos realizados, além das datas de nascimento.
Um sistema de
imagens vinculado a um médico em Los Angeles permitia que qualquer
pessoa na internet visse o ecocardiograma de seus pacientes.
A empresa Offsite
Image, baseada em Denver, nos Estados Unidos, deixou em aberto os nomes e
outros detalhes de mais de 340 mil registros humanos e veterinários.
Dados médicos de mais
de 16 milhões de exames em todo o mundo estavam disponíveis online, em alguns
casos incluindo os números dos documentos pessoais.
A investigação da
ProPublica se baseou nas descobertas da Greenbone Networks, uma empresa de
segurança com sede na Alemanha, que identificou problemas em pelo menos 52
países em todos os continentes.


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