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, https://noticias.uol.com.br
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O governador do estado
de Nova York, Andrew Cuomo, anunciou no domingo (15) a proibição dos
cigarros eletrônicos com sabor, uma tentativa de "combater o aumento do
consumo de produtos de vapor entre os jovens".
Cuomo, que emitiu um
decreto, também ordenou que as corporações de segurança aumentem os esforços
para dificultar a venda desses produtos aos jovens e menores de idade. A idade
mínima para fumar em Nova York é 21 anos.
Além disso, o
governador antecipou que preparará uma nova legislação para combater a
"publicidade enganosa" dos cigarros eletrônicos voltada a jovens.
"Os fabricantes de
cigarros eletrônicos com sabor de frutas e sabores doces estão se dirigindo intencionalmente
e imprudentemente aos jovens, e hoje estamos tomando medidas para encerrar
isto. Ao mesmo tempo, lojas sem escrúpulos estão vendendo, conscientemente,
produtos de vapor a menores de idade", denunciou.
Na sexta-feira passada
foi lançado um programa educacional sobre vaporizadores e emitido outro decreto
para ampliar os programas escolares e campanhas de marketing destinados a
reduzir o consumo de tabaco, de modo que também contemplem cigarros eletrônicos
e nicotina líquida.
Segundo o estado de
Nova York, embora o percentual de fumantes entre os estudantes de ensino
superior tenha caído de 27,1%, em 2000, para o recorde mais baixo, de 4,3%, em
2016, o marketing agressivo dos cigarros eletrônicos com sabor está mudando
essa tendência.
O Departamento de Saúde
do estado recebeu 56 relatórios de médicos sobre graves doenças pulmonares em
pacientes entre de 15 a 46 anos.
Cerca de 40% dos
estudantes do último ano do ensino médio e 27% dos estudantes de ensino
superior no estado estão usando cigarros eletrônicos.
O estado também
ressalta que 27,4% dos estudantes do ensino superior usavam cigarro eletrônico
em 2018, 160% a mais que em 2014, quando era de 10,5%.
Essas ações coincidem
com um relatório divulgado pelo Departamento de Saúde da cidade de Nova York
que alerta para o aumento do consumo dos cigarros eletrônicos nos colégios e
que esses vaporizadores ameaçam acabar com décadas de progresso na luta contra
o consumo de nicotina entre os mais jovens.
Segundo o relatório, em
2018, 2,6% dos estudantes de 11 e 12 anos diziam já ter fumado pelo menos uma
vez nos 30 dias anteriores à pesquisa. A porcentagem aumenta para 9% entre os
estudantes de 12 e 13 anos, e para 8,4% entre os de 13 e 14 anos.

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