Usada por
milhões de mulheres anos a fio, a pílula anticoncepcional é o medicamento mais
estudado no mundo.
Ao tomar pílula anticoncepcional, a combinação
dos hormônios estrógeno e progestágeno, embora em níveis mais baixos, causam
efeitos colaterais sérios nas mulheres, aumentando os riscos de sofrerem de
doenças do coração e derrames cerebrais, em decorrência do endurecimento das
artérias.
Diversas pesquisas mostram que mulheres
cardiopatas, hipertensas, tabagistas, diabéticas ou obesas, que consomem pílula
anticoncepcional, possuem uma tendência maior a ter placas de gordura em suas
artérias do que as que não tomam o medicamento. Com o uso a longo prazo, as
taxas aumentam significativamente: de 20% a 30% por década de consumo. Isso
ocorre porque o sangue entra em estado de hipercoagulabilidade, ou seja, fica
mais espesso.
As complicações, no entanto, podem ser fatais.
“Os hormônios presentes nas pílulas anticoncepcionais
favorecem a contração dos vasos sanguíneos e aceleram a formação de coágulos,
comprometendo a circulação do sangue. Este é o típico quadro de
arteriosclerose, que aumenta as chances do infarto ou derrame”, explica Dr.
Abrão Cury, cardiologista e clínico geral do HCor.
Para evitar os possíveis efeitos adversos, é
importante procurar orientação de um profissional para que seja feita uma
avaliação precisa da condição de saúde da paciente, para considerar possíveis
fatores de risco e predisposição genética para algumas doenças. “O problema é
que, em mais de 90% dos casos, as mulheres não sabem que possuem propensão a
desenvolver algumas doenças cardiovasculares. O médico precisa de um
diagnóstico preciso, antes de prescrever o tipo correto de anticoncepcional,
sem oferecer riscos à paciente”, recomenda Dr. Cury.
Fatores de risco.
Obesidade, tabagismo, pressão alta e diabetes
são alguns dos principais fatores de risco que, associados ao uso de pílulas
anticoncepcionais, aumentam as chances de AVC, infarto e trombose. Entenda o
porquê e consulte um médico.
Tabagismo: as substâncias do cigarro afetam as funções
do sistema vascular arterial, favorecendo o acúmulo de gordura e colesterol nos
vasos. Já os hormônios presentes nas pílulas favorecem a coagulação do sangue,
elevando – e muito -, as chances de um AVC, infarto ou trombose.
Hipertensão: o coração das mulheres hipertensas,
normalmente, fica hipertrofiados. Isso ocorre devido ao grande esforço para
bombear o sangue nas artérias que, com o tempo, perdem sua elasticidade,
favorecendo o seu entupimento e o seu rompimento, levando a um quadro de AVC.
Obesidade: o tecido adiposo em excesso produz mais de
15 substâncias que interferem no funcionamento do organismo como um todo,
inclusive nos níveis hormonais.
Diabetes: o excesso de hormônio presente nas
pílulas dificulta a ação da insulina – hormônio responsável pela absorção de
açúcar no organismo. As consequências vão de uma magreza excessiva à
arteriosclerose.
Fique atenta!
Se você usa pílula, procure imediatamente um
médico se:
Aparecer ou agravar a dor de cabeça com sinais
neurológicos;
Tiver hemorragias;
Sentir dor abdominal de causa indeterminada;
Ocorrer alteração visual de aparecimento
súbito;
Houver dor e sensação de penso nos membros
inferiores.
*** Fonte: Target
Estratégia em Comunicação
Assessoria de Imprensa do HCor
Rita Nogueira – rita@targetsp.com.br

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