Depois que 49 pessoas
morreram no ano passado após terem levado choques de Tasers, departamentos de
polícia dos Estados Unidos estão testando um dispositivo estilo
"Homem-Aranha" que dispara uma corrente que envolve e contém o
suspeito.
Chamado de Bolawrap, o
dispositivo lança uma corrente de 2,4 metros semelhante a uma boleadeira que
envolve as pernas do suspeito e o impede de fugir. O objeto funciona a uma
distância de 3 a 7,6 metros.
"Seja Taser, spray
de pimenta, cassetete... existe uma lacuna criada pelos tribunais que exige que
um nível maior de força seja usado no momento apropriado", disse Tom
Smith, presidente da Wrap Industries, que fabrica o dispositivo Bolawrap.
"Esta ferramenta
se encaixa perfeitamente nessa lacuna, dando aos agentes outra opção para
usarem antes de terem que usar esse nível alto de força para encerrar a
conversa muito cedo e muito rápido", acrescentou.
Smith, que fundou a
TASER International, hoje Axon Enterprises, criou o Taser com seu irmão e
depois foi para a Wrap Technologies. Ele disse que viu o sucesso do Taser como
prova de que existe um anseio por mais ferramentas não letais no policiamento.
O Bolawrap é um pouco
maior que um celular e foi concebido para caber facilmente no cinto de um
policial. A corrente de fibra sintética dispara a uma velocidade de cerca de
200 metros por segundo, "e isso quer dizer... que você não a verá",
explicou Smith.
Ele disse que
demonstrou o dispositivo a dezenas de departamentos de polícia dos EUA, e
também da Austrália e da Nova Zelândia.
A Reuters documentou um
total de ao menos 1.081 mortes nos EUA após o uso de Tasers pela polícia, quase
todas desde que a arma se tornou de uso generalizado no início dos anos 2000,
sendo 49 em 2018. Em muitos dos casos, o Taser foi combinado a outro tipo de força,
como golpes, spray de pimenta e imobilização.


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