quarta-feira, 18 de setembro de 2019

VEJA DICAS SIMPLES PARA TER UMA CONVERSA DIFÍCIL SEM CAUSAR RESSENTIMENTOS...


FONTE: Simone Cunha, Colaboração para o VivaBem, https://www.uol.com.br

          

Resumo da notícia
Investir em um bate-papo respeitoso, empático e afetuoso é o caminho mais sensato na hora de abordar um assunto delicado
Analise se a ocasião para a abordagem é realmente apropriada e escolha um local em que você e a outra pessoa ficarão à vontade
Apostar em uma conversa cooperativa e compassiva ajuda a diminuir atritos e ofensas, além de tentar ser direto e não tanto acusatório no seu tom

Não existe uma receita pronta para diversas situações ao longo da vida que exigem jogo de cintura para buscar soluções. Ter uma conversa difícil, daquelas que não pode ser adiada e que tira o sono, é uma delas. Não há maneira exata de estabelecer um diálogo necessário, porém delicado, com a certeza de que não vai rolar um 'climão'.

Porém, investir em um bate-papo respeitoso, empático e afetuoso, com certeza, é o caminho mais sensato para enfrentar o momento. Afinal, situações inacabadas podem provocar estresse e até paralisar o indivíduo em diversas áreas de sua vida. Portanto, adiar um bate-papo por considera-lo difícil não é uma boa saída. Tem que resolver sim, mas se preparar para manter um diálogo não-violento.

Enfrentando os temas tabus.
Dificuldades financeiras, assédio, sexualidade e violência são alguns dos temas que exigem muito cuidado a serem abordados. Portanto, antes de iniciar a conversa, é importante avaliar se o que tem a ser dito irá contribuir para o outro de alguma forma. Faça um autoquestionamento: qual meu propósito com esse papo? O que eu espero com isso? O que penso poder provocar no outro com minha abordagem?

Se decidir que a conversa precisa sim, ser levada adiante, analise se a ocasião para a abordagem é realmente apropriada. "É sempre essencial examinar os próprios sentimentos e, se forem negativos como raiva, frustração ou irritação, melhor desistir ou adiar", sugere a psicóloga e psicanalista Rose Paim, pós-doutora em Psicanálise e Educação e professora na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

A abordagem deve ser amistosa.
Para que a conversa, embora difícil, seja conduzida com o mínimo respeito, é fundamental definir bem o local para esse encontro. O lugar deve ser confortável para ambos, sem interferências ou qualquer tipo de risco para os interlocutores. "Muitos conflitos se acentuam por ruídos na comunicação, ou seja, uma palavra imprópria, dita num momento inoportuno, causa danos e pode comprometer o relacionamento", reforça Paim.

Por isso, o papo deve ser descritivo e não julgador. O objetivo deve ser o de levar os envolvidos a terem uma comunicação mais compassiva, exercitando a empatia, o não-julgamento, a compaixão e a cooperação para que as trocas sejam mais assertivas e efetivas. "Não culpabilizar, ouvir sem preconceito e deixar o outro expor seus medos e suas verdades é um caminho saudável para evitar discussões e ressentimentos", considera o psicólogo Guilherme Guimarães, coordenador do grupo reflexivo do Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes) da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

E, ainda assim, isso não é uma garantia. Guimarães explica que, o que está no nosso controle é ser empático, o que mostra o desejo de buscar uma alternativa que não deixe ressentimentos.

Vale para todas as ocasiões.
Apostar em uma comunicação cooperativa e compassiva ajuda a diminuir atritos e ofensas em todos os níveis sociais, profissionais e familiares. Portanto, se existe uma receita que pode ser copiada é a de investir em um diálogo leve e respeitoso em qualquer situação desde crianças, idosos, entes queridos, colegas de trabalho e pessoas de pouco convívio.

Independente do assunto ou ocasião, passar para a pessoa com clareza a sua necessidade de conversar pode ser a melhor forma de abordagem. "Sempre indicar a ideia da sua boa intenção ao buscar conversar e sobretudo aprendendo a usar a compreensão sobre as necessidades e os sentimentos suas e do outro como instrumento para um bom resultado", indica a psicóloga Gloria Kayat, docente na PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro).

Dicas para uma conversa assertiva.

Ter sensibilidade e paciência para escolher a hora oportuna

Adotar uma fala mais acolhedora

Abrir o coração, falar sem acusar e não se valer de críticas ásperas

Nunca amputar a capacidade de escolha do outro

Escutar o outro na sua verdade e seu sofrimento sem julgamento

Expressar o seu sentimento, por exemplo: "Eu me senti magoada por isso; e não, você me magoou "

Calar em determinados momentos

Evitar que o outro se sinta constrangido ou fique reativo

Oferecer apoio, mas sem impor um cuidado ou uma verdade.

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