FONTE:
, Evelin Azevedo, https://extra.com.br
Muito se fala sobre a importância da amamentação
exclusiva até os seis meses e a complementar até os 2 anos de idade. No
entanto, algumas mães ficam em dúvida sobre como começar o desmame. Qual é o
momento certo e como fazê-lo de forma que não seja traumático nem para ela nem
para o bebê?
Na visão de Luciano Borges Santiago, presidente do
Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de
Pediatria (SBP), o ideal é que o desmame ocorra de forma natural:
— É quando a própria criança se desmama. Ela vai
crescendo e comendo cada vez mais a partir dos seis meses, fazendo refeições
como almoço e janta, e automaticamente ela vai mamando cada vez menos. Chegando
até o dia em que ela não quer mamar mais.
Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) incentivar
a amamentação complementar até os 2 anos, não é incomum que as próprias
crianças façam seu autodesmame antes desta idade.
Enquanto umas tentam a todo custo manter a amamentação
até os 2 anos do bebê, outras sofrem para interromper este tipo de alimentação.
Por conta disso, os especialistas deram algumas dicas do que fazer para que o
desmame seja gentil (veja abaixo).
Segundo Graziela Abdalla, coordenadora de enfermagem
da Perinatal (Rede D’Or) e especialista em amamentação, o desmame abrupto pode
fazer mal tanto para a criança — que vai ficar chateada e pode até se sentir
rejeitada — quanto para a mãe, que pode sofrer com o empedramento do leite, já
que a produção do líquido é de acordo com a demanda e, se ela é interrompida de
uma hora para a outra, o corpo demora a entender que não precisa mais produzir.
Para a especialista, o diálogo é fundamental, mesmo com
crianças pequenas. Por isso, ela não aconselha a mentir, como dizer que o peito
está machucado.
— As crianças são muito inteligentes. A partir do momento
que ela perceber que você mentiu, que tipo de relação de confiança vocês terão?
— questiona Graziela.



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