O
advogado Daniel Cravo, representante do Internacional, afirmou na noite
desta-sexta-feira que o clube colorado não agiu de má fé ao buscar o Superior
Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e que provará que os documentos do
"Caso Victor Ramos" encaminhados ao órgão são legítimos; Foi uma
resposta à CBF, que um pouco mais cedo encaminhou
ao STJD uma denúncia por suposta falsificação de documentos.
"Ninguém
praticou uma ação frívola aqui", disse Cravo em entrevista coletiva.
"Em uma empreitada jurídica tão seria como essa, ninguém aqui vai
apresentar uma demanda de subtração de pontos sem que haja fundamento para
isso. Há muito fundamento. A gente sabe quando está entrando em uma aventura
jurídica e quando tem fundamento."
O
advogado reforçou o que já havia dito o presidente do
Internacional, Vitorio Piffero, um pouco
mais cedo. "Temos uma notícia de estrema gravidade que coloca em cheque o
Inter. Não só a nossa reputação, mas acima da reputação essa notícia merece
todo o esclarecimento pelo tamanho dela."
Cravo
disse que o jurídico do Internacional vai entrar com uma defesa contra a
acusação da CBF até a próxima quarta-feira. "A consequência desse
posicionamento [da CBF] coloca em cheque se o Internacional tomou uma atitude
de ma fé. Quero deixar claro que o Internacional defende a autenticidade dos
documentos com a maior tranquilidade. Vieram de uma fonte absolutamente
fidedigna. O conteúdo dos documentos não pode ser deixado de lado. São autênticos.
É muito coerente com outros documentos que tem no processo."
O
advogado voltou a rebater durante a entrevista as afirmações de que o clube
teve má fé ao buscar uma punição ao Vitória no STJD. "O Internacional tem
um bom direito para defender e jamais atuou de má-fé", disse. "A
manifestação da CBF é muito sucinta, não fica claro. O Inter está tranquilo,
recebeu um documento e juntou nos laudos."
Entenda
o caso:
O
Internacional denunciou o Vitória no Superior Tribunal de Justiça Desportiva
pedindo a reabertura de investigação sobre a suposta inscrição irregular do
defensor contratado por empréstimo pelo Vitória ao Monterrey-MEX nesta
temporada. Os cartolas colorados pediam a retirada dos pontos do clube nos 26
jogos em que ele atuou.
No
processo, eles acusavam a CBF de ter distorcido carta e induzido a Fifa em
resposta a consulta e o Vitória de "dolo e má fé para burlar
regulamento".
Na
última quinta-feira, o procurador do STJD (Superior Tribunal de Justiça
Desportiva), Glauber Guadelupe, decidiu pelo arquivamento do caso,
"entendendo não haver elementos suficientes para comprovação de violação
as regras disciplinares nacionais".


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