FONTE: CORREIO DA BAHIA ().
Enquanto uma sessão
de aplicação de ácido hialurônico custa R$ 2 mil, a de PMMA vale cerca de R$
900 e nem sempre é feita por médicos.
Muito utilizado para preenchimento e modelagem
facial e corporal, o polimetilmetacrilato (PMMA), também conhecido como
metacril ou bioplastia, provocou deformidades e complicações em cerca de 17 mil
pacientes de todo o País, segundo pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de
Cirurgia Plástica - Regional São Paulo (SBPC-SP) e obtida pelo Estado. O
produto é um dos que era utilizado pela modelo Andressa Urach.
A
estimativa da SBPC-SP leva em conta a quantidade de pacientes que precisaram
recorrer a cirurgiões plásticos para corrigir sequelas deixadas pelo produto no
período de um ano, entre maio de 2015 e de 2016, conforme a pesquisa feita pela
SBPC-SP com 300 especialistas brasileiros.
O
PMMA é um produto sintético composto por microesferas de acrílico aplicado por
meio de cânulas, sob anestesia local. Os riscos do uso do produto ganharam
atenção no final de 2014, quando a modelo Andressa Urach foi internada em
estado grave com uma infecção nos glúteos e coxas causada pelo uso de metacril
e hidrogel, outro produto usado para preenchimento corporal.
Médicos
dizem que a opção pelo metacril ganhou adeptos pelo custo inferior a outros
procedimentos estéticos. Enquanto uma sessão de aplicação de ácido hialurônico
custa R$ 2 mil, a de PMMA vale cerca de R$ 900 e nem sempre é feita por
médicos. Questionada sobre a regulamentação do produto, a Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que, para fins estéticos, tanto a
procedência do metacril, quanto a capacitação do profissional devem ser
observados atentamente pelos pacientes.

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