Até um terço das
mulheres grávidas não acredita que a maconha pode ser prejudicial ao feto,
segundo estudo feito nos Estados Unidos por pesquisadores canadenses. O uso
recreativo da droga foi aprovado em alguns estados norte-americanos nos últimos
anos, bem como no Canadá.
Os pesquisadores
analisaram vários estudos e concluíram que muitas gestantes interpretam a falta
de orientações específicas sobre a maconha, por parte dos médicos, como um
sinal verde para o uso da droga. Os resultados foram descritos no
periódico Preventive Medicine.
Nos Estados Unidos, a
taxa de consumo de cannabis entre mulheres grávidas varia
bastante de acordo com a população e o tipo de pesquisa. Em um dos estudos
analisados, quase 4% das gestantes admitiram ter fumado maconha no mês anterior
à abordagem, e 7% nos 12 meses anteriores. Mas em outro trabalho, que contou
com exames de urina, a taxa aumentou para 28%.
As usuárias mais
frequentes têm menos de 25 anos de idade, são desempregadas, têm baixa renda e
níveis mais baixos de educação, de acordo com a análise. As gestantes com
diagnóstico de ansiedade ou depressão também são mais propensas a utilizar
maconha, bem como cigarro e álcool.
A maioria das grávidas
usa a droga com mais frequência no primeiro trimestre do que no segundo e
terceiro, e a maioria relata que a substância ajuda a combater o enjoo do
início da gestação. Outra pesquisa mostra que 30% das gestantes declaram não
achar que a maconha é prejudicial ao feto.
Há evidências de que a
substância possa causar baixo peso ao nascer e um número mais alto de admissões
dos recém-nascidos em UTI neonatal.
Apesar de a maconha
ainda ser ilegal no Brasil, essa ideia de que a droga é segura também circula
por aqui. Assim como o álcool, a cannabis pode causar danos ao
cérebro, e não deve ser utilizada por crianças, adolescentes, nem por gestantes
e mulheres que amamentam.


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