No dia 4 de janeiro, um
homem de 43 anos, morador da zona rural de Gravatá, no Agreste de Pernambuco,
deu entrada no hospital municipal apresentando febre alta, vômitos e rigidez na
nuca, sintomas da meningite meningocócica.
Apesar de ser
transferido para uma unidade de saúde referência neste tipo de doença, não
resistiu e faleceu dois dias depois, de acordo com informações do portal NE10. O caso
é a primeira morte pela doença registrado no ano de 2019.
O que meningite
meningocócica?
O quadro, também conhecido
como doença meningocócica, é caracterizado por infecção bacteriana aguda
causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo) e se torna
mais grave quando chega à corrente sanguínea, provocando meningococcemia,
quadro em que a infecção se torna generalizada e aumenta o risco de morte para
até 70%.
Nesses casos mais
sérios, entre 10% a 20% dos sobreviventes ficam com sequelas como surdez,
cegueira, problemas neurológicos, membros amputados. O tratamento é feito com
antibióticos e outras medidas de preservação do equilíbrio do organismo, em UTI
(unidade de terapia intensiva) isolada.
A doença é transmitida
por contato direto ou secreções respiratórias de pessoas infectadas,
assintomáticas ou doentes.
A evolução costuma ser
rápida e é normal que o paciente tenha o surgimento abrupto de sintomas como
dor de cabeça forte, rigidez do pescoço, febre alta, vômitos e, em alguns
casos, sensibilidade à luz e confusão mental.
Alguns fatores de risco
têm sido associados à doença, como infecções respiratórias virais recentes
(especialmente influenza), aglomeração no domicílio, tabagismo (passivo ou
ativo), condições socioeconômicas menos privilegiadas e contato íntimo com
portadores (o risco de desenvolver doença invasiva entre contatos domiciliares
de um doente é cerca de 500 a 800 vezes maior que na população geral).
Prevenção: vacina
meningocócica C.
Entre 1.500 a 3 mil
brasileiros são acometidos todos os anos. O grupo etário de maior risco são as
crianças menores de 5 anos, especialmente aquelas que ainda não completaram 1
ano.
A vacinação é
considerada a forma mais eficaz na prevenção da doença, e as vacinas contra o
meningococo são sorogrupo ou sorossubtipo específicas. Cinco sorogrupos (A, B,
C, W e Y) causam a maior parte de casos de meningite meningocócica, e a
importância de cada um varia conforme o país ou região, e também ao longo do
tempo.
No Calendário Nacional
de Vacinação, o Ministério da Saúde indica a vacinação meningocócica C para
crianças com 3 meses de vida (1ª dose), aos 5 meses (2ª dose), 1 ano (3ª dose),
ou para jovens de 11 a 14 anos, como reforço ou dose única.
A Sociedade Brasileira
de Imunizações indica também vacinas meningocócicas que podem ser encontradas
no sistema privado de saúde: as conjugadas (menACWY) no primeiro ano de vida e
reforços, e a meningocócica B, com três doses, aos 3, 5 e 7 meses de idade e
reforço entre 12-15 meses.
*Com
informações do Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Imunizações

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