Pela primeira vez,
cientistas conseguiram encontrar uma associação entre as bactérias que vivem no
sistema respiratório e o risco de pegar gripe em populações humanas. A
descoberta abre caminho para a criação de uma futura pílula de probióticos para
conter a gripe, segundo os cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados
Unidos.
Para o estudo,
publicado no periódico Plos One, foram analisados dados de 537 indivíduos entre
2012 e 2014. No início do trabalho, nenhum participante tinha gripe.
Os pesquisadores
coletaram amostras de bactérias da garganta e nariz no início do programa.
Usando o sequenciamento de DNA, eles foram capazes de construir uma imagem dos
tipos de bactérias presentes nos sistemas respiratórios dos voluntários.
A comunidade bacteriana
foi dividida em cinco grupos e os cientistas controlaram outras variáveis dos
participantes, como tabagismo, idade, condições de vida precárias e vacinação
contra gripe.
"Nós olhamos para
quem tinha determinado grupo de bactérias e observamos se isso fazia diferença
no risco deles pegarem gripe --e fazia", diz Betsy Foxman, principal
autora do estudo.
Esses resultados podem
ajudar a explicar por que algumas pessoas são mais suscetíveis à gripe do que
outras.
Probióticos para o
nariz?
Os probióticos são os
"queridinhos" da vez, já que levam bactérias "boas" para o
corpo e ajudam a equilibrar a microbiota, principalmente a intestinal. Mas a
ideia de deixar o mundo dos microrganismos do sistema respiratório balanceado,
com bactérias "do bem" protegendo seu corpo da influenza, deixou a
autora animada.
"O estudo levantou
dúvidas: É realmente possível estimular o microbioma de alguém de uma forma que
faria diferença? É possível que a gente diga às pessoas 'aqui está sua pílula
de microbioma?'", escreve Foxman. "É uma estrada muito longa, e
estamos no começo."
Os pesquisadores
esperam que essas descobertas criem uma base para pesquisas futuras e ofereçam
uma nova direção inovadora.

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