O que faz duas pessoas
que acabaram de se conhecer decidirem ir para a cama? Atração sexual, claro. E
depois dessa primeira noite de sexo, o que faz com que elas permaneçam juntas
ou não? Alguns podem dizer que isso depende de química, afinidade, conveniência
ou algum outro fator, mas pesquisadores dizem que o motivo é o mesmo – o desejo
sexual também está por trás dos relacionamentos românticos.
Com uma série de experimentos,
especialistas do Centro Interdisciplinar de Herzliya, em Israel, e da
Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, concluíram que o tesão é o que
permite não só o encontro, mas também a conexão tanto de homens quanto
mulheres. O trabalho se concentrou apenas em relacionamentos heterossexuais.
Em quatro testes
diferentes, com cerca de 40 homens e 40 mulheres cada um, participantes eram
apresentados a alguém do sexo oposto e suas interações eram analisadas. Sinais
não verbais, como proximidade física e contato visual constante, ajudaram a
comprovar se havia, ou não, atração sexual.
Depois, com estímulos
de imagens eróticas e situações simuladas, os pesquisadores avaliavam o quanto
a libido também é capaz de incentivar comportamentos que promovem ligações
afetivas, como oferecer ajuda ao parceiro que, de propósito, era colocado em
uma situação difícil.
Os pesquisadores
concluíram que, apesar de o interesse sexual e o apego serem sentimentos bem
diferentes, é possível que a evolução tenha feito um depender do outro. Isto
é: os seres humanos teriam sido adaptados a se tornar romanticamente
ligados aos parceiros pelos quais sentem atração sexual.
Para gerar
descendentes, bastaria ter relações sexuais, certo? Mas crianças criadas por um
casal deviam ter mais chances de sobrevivência do que aquelas criadas apenas
pelas mães, ainda mais se a gente pensar no ambiente dos nossos ancestrais,
cheios de predadores e dificuldades para caçar e plantar.
Pesquisas anteriores,
feitas por neurocientistas, já indicaram que as mesmas áreas do cérebro são
ativadas quando uma pessoa vivencia tanto o desejo sexual como o amor
romântico. Mas os autores sugerem que exista um caminho, ou seja, um processo
neural, que faz com que uma resposta sexual afete as emoções. Isso explicaria o
tal magnetismo que faz duas pessoas permanecerem juntas tempo o suficiente para
desenvolver apego uma pela outra. Até que alguma coisa as separe.


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