A estria surge,
normalmente, pela ruptura das fibras de colágeno.
A gestação é um dos
momentos de maior realização da mulher. Mas, inevitavelmente, a gravidez muda o
corpo da mãe, tanto durante, como após o parto.
Daí a importância de
cuidar não só do desenvolvimento do bebê nestes 9 meses, como da
sua saúde e do seu corpo, a exemplo das estrias, que aparecem em
cerca de 90% das mulheres após o sexto ou sétimo mês de gravidez, segundo a
Academia Americana de Dermatologia. A estria surge, normalmente, pela ruptura
das fibras de colágeno.
Mas por que elas
aparecem durante a gestação e como evitá-las? Quem dá as dicas é a Dra. Karina
Tafner, Ginecologista e Obstetra, Especialista em Endocrinologia
Ginecológica e Reprodução Humana.
1 – Controle de
peso.
No período da gravidez,
há um aumento de peso, fazendo com que haja maior distensão do abdome e,
consequentemente, o rompimento das fibras da pele. Por isso, o cuidado com o
peso é fundamental. E não só pelo lado estético, mas pela saúde do
bebê e da mãe. Se houver um aumento de peso exagerado, a mulher pode ter vários
problemas de saúde, podendo também afetar o bebê.
2 – Boa
alimentação.
Os alimentos ricos em
vitamina C, como as frutas cítricas, são ricos em substâncias antioxidantes,
como betacaroteno ou flavonoides, que agem como estimulantes do colágeno da
pele, contribuindo também para o combate às estrias. Já alimentos ricos em
vitamina E, como cereais integrais, óleos vegetais e sementes, sevem para
proteger as células do organismo, sendo a vitamina E um antioxidante com
propriedades de antienvelhecimento para a pele.
Nesta fase, a mulher
costuma ter os famosos “desejos por determinados alimentos”. Se a vontade for
de comer frutas diferentes, por exemplo, não há problemas, contanto que a
quantidade seja moderada, pois até certas frutas contêm muito açúcar e altas
calorias, como banana e abacate. Mas se o desejo da futura mamãe for por
comidas gordurosas e com baixo valor nutritivo, como doces e frituras, é
preciso atenção redobrada. Ela até pode matar sua vontade, mas em porções
pequenas e esporadicamente.
3 – Roupa
apropriada.
Com o aumento do
tamanho das mamas e da barriga, o ideal é usar roupas adequadas, que sejam
confortáveis e que não fiquem apertadas, evitando a má circulação sanguínea. O
mesmo vale para os sutiãs que, além de maiores, devem ter uma sustentação, para
que os seios não fiquem caídos quando voltarem ao tamanho normal. Hoje em dia,
o que não falta é moda específica para gestantes.
4 – Hidratantes.
O uso de cremes e óleos
específicos para grávidas é essencial para manter a pele macia, evitar manchas
(comum em algumas gestantes) e as desagradáveis estrias. Para estas, o óleo de
amêndoas, de rosa mosqueta e de semente de uva ainda são os mais indicados.
Outra boa opção é o Óleo Bio-Oil, rico em vitamina E, que deve ser aplicado a
partir do quarto mês de gravidez em áreas que sejam propensas a estrias, como
os glúteos, coxas, abdome e seios. Seja qual você for utilizar, deve ser
passado todos os dias nas regiões citadas, especialmente na barriga, com uma
leve massagem que ajudará a melhorar a elasticidade da pele e ativar a
circulação sanguínea.
5 – Pós-parto.
As estrias costumam
aparecer como linhas avermelhadas e, com o passar do tempo, se tornam brancas.
Quando atingem a cor branca, dificilmente são eliminadas. Mas há maneiras de
disfarça-las por meio de tratamentos específicos. Dependendo da cor e intensidade
das estrias, o especialista decidirá qual o melhor procedimento. As opções
atuais atuam da seguinte forma: estimulando as células produtoras de pigmento e
restaurando a elasticidade da pele, promovendo a produção de colágeno.
“Importante lembrar que
estas dicas devem ser discutidas com seu obstetra, pois cada gravidez tem suas
particularidades e necessidades”, alerta a Dra. Karina Tafner.


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