Gays, lésbicas e
bissexuais que já sofreram discriminação, mas têm o apoio paterno, têm níveis
mais baixos de um marcador inflamatório que está ligado a doenças
cardiovasculares. A descoberta, feita por cientistas norte-americanos, revela
como a presença do pai pode ter efeito protetor sobre o estresse enfrentado
pelas minorias sexuais.
O trabalho, publicado
no periódico Psychoneuroendocrinology, foi feito por uma equipe da
Faculdade de Saúde Pública Global da Universidade de Nova York.
Os cientistas
encontraram uma forte associação entre episódios de discriminação e níveis mais
altos de proteína C reativa, um marcador associado a risco mais alto de
infartos e derrames. Isso mostra como o preconceito pode levar a população
LGBTQIA a ter uma condição pior de saúde.
Mas eles perceberam que
os indivíduos que tinham o apoio dos pais apresentavam níveis mais baixos que
aqueles que não tinham esse privilégio. Curiosamente, as mães não exerceram
esse tipo de papel protetor.
A equipe utilizou dados
de um grande estudo com adultos de 24 a 33 anos, que tinham passado por exames
médicos e respondido questões sobre relacionamento com os pais e discriminação.
Os pesquisadores se concentraram em 3.167 que relataram se dar bem com os pais
e 3.575 que se davam melhor com as mães.
Para os autores, os
resultados sugerem que as pessoas têm negligenciado o papel dos pais no
bem-estar de minorias sexuais. De qualquer forma, eles ressaltam que o apoio
social é fundamental para essa população, qualquer que seja a fonte.


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