FONTE: Carlos Bahia*** (carlos.filho@redebahia.com.br),
https://www.ibahia.com/
Gestantes não foram incluídas na
fase inicial de vacinação.
Com o início da vacinação contra a covid-19 no Brasil, os
grupos prioritários estão sendo protegidos com a primeira dose da CoronaVac,
vacina disponível até então no país. Entre esses grupos, estão os idosos,
profissionais de saúde, pessoas de comunidades ribeirinhas, entre outros. No
entanto, o plano de vacinação de Salvador, por exemplo, não contempla as
grávidas, que são consideradas pertencentes a um grupo de risco. Mas porque
isso aconteceu?
De
acordo com Ana Karolina Barreto Marinho, especialista da Associação Brasileira
de Alergia e Imunologia (ASBAI), essa decisão pode ser explicada como uma
medida preventiva para a saúde da gestante e do próprio bebê. "Tanto os
fabricantes da vacina quantos órgãos públicos entendem que, na falta de dados,
é preciso esperar um pouco a vacinação", disse ao iBahia.
Segundo
ela, uma forma de perceber possíveis consequências é observar a vacinação em
grávidas em estágio inicial, que ainda não descobriram a gestação. "A
partir delas, é possível observar reações, se há um risco de parto prematuro ou
aborto, por exemplo", diz Ana Karolina.
A
especialista, no entanto, aponta que a decisão de não vacinar é preventiva, o
que significa que a gestante pode decidir tomar, em conjunto com o médico que
esteja acompanhando o processo da gestação. "É uma decisão que vai pesar o
risco e benefício da doença e da própria vacina. Se for uma decisão tomada com
o médico, pode sim ser avaliado e indicado para essa gestante", aponta.
*** Sob
orientação da repórter Isadora Sodré.

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