FONTE: Do VivaBem, em São Paulo, https://www.uol.com.br/
Bochechar
carboidrato para aumentar a performance esportiva não é lá uma novidade. Mas
parece que a cor do líquido também tem um papel importante no desempenho. Um estudo publicado no periódico Frontiers
in Nutrition na quarta-feira (12) mostrou que bebidas cor-de-rosa podem
fazer pessoas correrem mais rápido e maiores distâncias.
Ao
compararem o enxágue bucal de uma solução rosa não calórica adoçada artificialmente
com outra transparente, os cientistas perceberam que a versão colorida melhorou
a performance dos corredores em 4,4% (velocidade aumentou 0,5 km/h e eles
percorreram uma distância 213 m maior). Um aumento na sensação de prazer também
foi relatado durante o exercício com o bochecho com a bebida rosa.
Como o estudo foi feito.
- 10
pessoas saudáveis (seis homens e quatro mulheres) completaram dois ensaios
experimentais. Cada estudo consistiu em uma corrida em esteira de 30
minutos a uma velocidade autosselecionada equivalente a 15 (forte /
pesada) na escala de avaliação de esforço percebido;
- Durante
o exercício, os participantes fizeram bochecho com uma solução rosa ou com
uma solução transparente. Ambas eram não calóricas e adoçadas
artificialmente;
- A
velocidade e a distância percorrida foram maiores (4,4 a 5,1%) quando os
participantes enxaguaram a boca com a solução rosa em comparação com a
solução transparente;
- Sentimentos
de prazer também foram aumentados durante a corrida quando os
participantes fizeram o bochecho com a solução rosa.
Por que a cor influenciou no
resultado?
A
explicação para esse impacto da cor é curiosa. No estudo, como um adoçante
artificial não calórico (sucralose) foi adicionado a ambas as soluções de
enxágue bucal, um estímulo de carboidrato não estava presente. Os
pesquisadores, portanto, dizem ser plausível sugerir que o efeito de
"sensação de bem-estar" e o benefício no desempenho podem ter sido
sustentados por um efeito placebo. A cor rosa é frequentemente associada com
doçura e, portanto, os participantes podem ter tido expectativas de açúcar e/ou
ingestão de carboidratos.

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