FONTE: Da
Redação
, https://atarde.uol.com.br/
O banco BMG
anunciou que entrará para o mercado de energia elétrica. A instituição vai
atuar com oferta de derivativos de eletricidade em mercado de balcão- as
distribuições, compra e venda de ações realizadas fora da bolsa de valores. As
operações começam ainda em maio, de acordo com informações da Reuters.
Para começar
as negociações desses contratos, o BMG se credenciou na plataforma eletrônica
BBCE (Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia), que desde o início de
2021 tem sido um ambiente de negócios de derivativos de energia, depois de ter
recebido autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em 2020.
Derivativos de
energia funcionam semelhante à contratos futuros de commodities como petróleo e
produtos agrícolas, e podem ser usados por empresas para se proteger contra
variações nos preços ou mesmo como uma aposta em uma alta ou baixa das
cotações.
A aposta do
BMG é em meio a um forte aquecimento no setor de comercialização de energia do
Brasil, no qual já atuam empresas ligadas a grandes elétricas e grupos
financeiros como BTG Pactual, Itaú Unibanco, Santander e Genial Investimentos,
além de agentes independentes.
O diretor de
Atacado e Tesouraria do banco, Roberto Simões, disse a Reuters que o BMG será a
primeira instituição financeira a ofertar derivativos na BBCE, em movimento
alinhado à suas operações voltadas a grandes clientes, que já incluem
derivativos para cobertura de riscos relacionados a câmbio e commodities, por
exemplo.
“Vemos isso
como natural, como uma ampliação desse ‘mix’ de soluções. E nada mais racional
do que entrar em um momento em que o mercado começa a galgar passos em direção
a um desenvolvimento maior”, afirmou.
Simões disse que o BMG não descarta avaliar a abertura de uma comercializadora num “segundo momento”, mas focará agora as operações financeiras, enquanto se prepara para uma esperada aceleração ainda maior no crescimento do mercado livre elétrico.

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