FONTE: *** Jairo Bouer (doutorjairo.blogosfera.uol.com.br).
Bullying não é só
coisa de criança ou adolescente. Um estudo realizado pelas universidades Aarhus
e de Copenhague, na Dinamarca, mostra que cerca de 7% dos empregados sofrem
intimidações no trabalho.
O problema é uma das
principais causas de absenteísmo e uso prolongado de antidepressivos entre as
mulheres, e faz com que muitos homens abandonem o mercado, segundo os
pesquisadores.
O levantamento contou
com 3.182 trabalhadores de organizações públicas e privadas. Entre os que
admitiram ser submetidos a humilhações, 43% eram do sexo masculino. Segundo os
pesquisadores, a frequência do bullying é praticamente a mesma entre homens e
mulheres. A diferença é que eles são um pouco mais propensos a sofrer
intimidação física do que elas.
Os resultados ainda
mostram que, se o bullying não aumenta o absenteísmo dos homens, o problema
tende a afetar negativamente os salários deles, comprometendo oportunidades de
promoções. Casos de chefes ou colegas que dificultam a vida do empregado na
empresa, deixando as “melhores” tarefas para os outros, são comuns, de acordo
com a pesquisa.
Para os autores, é
preciso que o problema seja estudado a fundo, porque ainda é pouco reconhecido
pelas empresas, apesar dos prejuízos que causa. Alguns estudos indicam que as
consequências do bullying para a saúde mental podem ser comparáveis ou até
maiores que as do assédio sexual, por exemplo. Os dados foram publicados no
periódico Labour Economics.


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