Ato nada tem a ver com
subserviência.
O presidente Jair
Bolsonaro foi criticado ao bater continência (antes das eleições) para a
bandeira americana e de novo na quarta-feira (2/1) ao repetir o sinal diante de
seu vice, o general Hamilton Mourão.
Isso porque o gesto
ainda é confundido com subserviência, quando na verdade trata-se de uma
demonstração de respeito a superiores, subordinados e símbolos,
principalmente.
Fernando Montenegro,
coronel da reserva do Exército Brasileiro e consultor em assuntos de segurança
e militar explica: “A continência, para o militar, está muito longe de
ser um sinal de subserviência. Ela é um sinal de respeito tipicamente militar,
um cumprimento. Assim, cumprimentar um civil também é perfeitamente cabível.”
Está prevista a
continência às bandeiras e hinos das nações estrangeiras.
Têm direito à
continência, de acordo com o Regulamento de
Continências, Honras, Sinais de Respeito e Cerimonial Militar das Forças
Armadas Brasileiras (decreto 2.243, de 3 de junho de 1997).
I - a Bandeira Nacional:
a) ao ser hasteada ou arriada diariamente em cerimônia militar ou cívica;
b) por ocasião da cerimônia de incorporação ou desincorporarão, nas formaturas;
c) quando conduzida por tropa ou por contingente de Organização Militar;
d) quando conduzida em marcha, desfile ou cortejo, acompanhada por guarda ou
por organização civil, em cerimônia cívica;
e) quando, no período compreendido entre 08:00 horas e o pôr-do-sol, um militar
entra a bordo de um navio de guerra ou dele sai, ou, quando na situação de
"embarcado", avista-a ao entrar a bordo pela primeira vez, ou ao sair
pela última vez;
II - o Hino Nacional, quando executado em solenidade militar ou cívica;
III - o Presidente da República;
IV - o Vice-Presidente da República;
V - o Presidente do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo
Tribunal Federal;
VI - os Ministros de Estado;
VII - os Governadores de Estado, de Territórios Federais, e do Distrito
Federal, nos respectivos territórios, ou em qualquer parte do País em visita de
caráter oficial;
VIII - os Ministros do Superior Tribunal Militar;
IX - os militares da ativa das Forças Armadas, mesmo em traje civil; neste
último caso, quando for obrigatório o seu reconhecimento em função do cargo que
exerce ou, para os demais militares, quando reconhecidos ou identificados;
X - os militares da reserva ou reformados, quando reconhecidos ou
identificados;
XI - a tropa quando formada;
XII - as Bandeiras e os Hinos das Nações Estrangeiras, nos casos dos incisos I
e II deste artigo;
XIII - as autoridades civis estrangeiras, correspondentes às constantes dos
incisos III a VIII deste artigo, quando em visita de caráter oficial;
XIV - os militares das Forças Armadas estrangeiras, quando uniformizados e, se
em trajes civis, quando reconhecidos ou identificados;
XV - os integrantes das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares,
Corporações consideradas forças auxiliares e reserva do Exército.
A origem do gesto.
Historiadores apontam a
Idade Média como o período em que surgiu o gesto, mas com outro sentido. Diante
dos soberanos, os cavaleiros (que usavam capacetes cobrindo toda a cabeça)
levantavam o elmo (abertura à frente) para que seus olhos pudessem ser vistos.
Além disso, o gesto era
um sinal de paz, já que para isso precisava ter a mão livre de armas.
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