Especialistas
alertam que várias doenças podem ser transmitidas pelo contato boca a boca, por
meio de vírus e bactérias.
“Comigo é na base do
beijo, comigo é na base do amor. Comigo não tem disse me disse, não tem chove
não molha, desse jeito que eu sou”. Atire a primeira pedra quem nunca esperou
ansiosamente o Carnaval chegar para fazer jus aos versos dessa música de Ivete
Sangalo. Para os solteiros, beijar um ou vários “crushs” nos circuitos da folia
é uma das melhores coisas do reinado de Momo. Mas a prática também tem um lado
negativo. Especialistas alertam que várias doenças podem ser transmitidas pelo
contato boca a boca, por meio de vírus e bactérias.
De acordo com o
cirurgião-dentista bucomaxilofacial, Igor Fernandes, da Clínica Apolo, a
mononucleose, popularmente conhecida como “doença do beijo”, é a patologia de
maior incidência no período carnavalesco. Trata-se de uma infecção viral que
causa febre, dor de garganta e prostração. Normalmente se manifesta uma semana
após o contágio. “Aqui em Salvador ela geralmente leva o nome da música que é
considerada o hit do Carnaval”, explicou. Medicamentos para aliviar os sintomas
e repouso são indicados para curar mononucleose.
Os foliões beijoqueiros
também podem contrair herpes labial, sapinho e cárie. O especialista explica
que 80% da população é portadora o vírus que causa a herpes. Mas a doença pode
ficar anos sem se manifestar. “A manifestação exige condições específicas, como
estresse, muito calor e umidade”, afirmou o dentista.
A herpes labial provoca
pequenas feridas ou bolhas avermelhadas e cheias de líquido próximo aos lábios.
O contágio direto acontece ao beijar uma pessoa infectada, mas,para que isto
ocorra, as duas pessoas precisam estar com lesões como aftas ou pequenas
feridas causadas por mordidas na boca. Esta doença não tem cura, mas tem
tratamento.
Outra doença bucal
muito comum no Carnaval é o sapinho, uma infecção causada por fungos, que cria
lesões brancas na língua ou na parte interna das bochechas. O tratamento pode
envolver o uso de medicamento antifúngico. E, ao contrário do que muita gente
pensa, as cáries também podem ser passadas pelo beijo.
Segundo o dentista Igor
Fernandes, para evitar contrair essas doenças, o folião deve fazer um check-up
odontológico antes de curtir a festa e evitar beijar muitas pessoas. Também é
aconselhável realizar uma limpeza dentária após o Carnaval.
Além disso, adotar um
estilo de vida saudável é uma maneira de fortalecer o sistema imunológico e
bloquear a entrada de vírus no corpo. O recomendado é não fumar, comer
alimentos saudáveis, praticar exercícios físicos, dormir pelo menos oito horas
por noite, evitar o estresse e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas.


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