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Com a chegada do
Carnaval, a atenção na área de saúde se volta para a sífilis, uma
doença sexualmente transmissível que se tornou epidemia no Brasil. De acordo
com o Ministério da Saúde, no Distrito Federal, foram detectados, em 2017,
1.458 casos de sífilis adquirida. Nos seis primeiros meses de 2018, a
estatística foi de 668 pessoas contaminadas. Os números deixam os especialistas
em alerta, principalmente porque a doença atinge diversas partes do corpo,
inclusive, os olhos.
A sífilis terciária,
conhecida popularmente como neurosífilis, é a forma mais grave da
doença, podendo levar a lesões oculares irreversíveis. A doença costuma
ocorrer em pessoas com sífilis não tratada. “De fato, essa é uma
doença que compromete bastante o organismo. Por isso, esse aumento deve ser um
grande alerta para a população, principalmente, nestas épocas de festas em que
há mais relatos de sexo sem proteção”, ressalta Dr. Ramon Barreto,
oftalmologista do Visão Hospital de Olhos.
Ainda no Distrito
Federal, a sífilis ocular foi identificada, em 2017, em quase 20% das grávidas
contaminadas com sífilis. Em 2018, foram mais de 12% das gestantes. O
oftalmologista lembra que os problemas oculares causados pela doença podem
surgir nos estágios mais avançados, além de atingir as diferentes estruturas do
olho. “Normalmente, ocorrem lesões extensas na retina, chamadas de
coriorretinites, hemorragias intra-retinianas, inflamações nos vasos sanguíneos
da retina (vasculite) e edema de mácula”, comenta Dr. Ramon.
Sintomas
de sífilis ocular.
Entre os sintomas mais
comuns estão dificuldade para enxergar, vermelhidão e dor nos olhos. “As
queixas são gerais, ou seja, esses sinais podem ser de várias doenças oculares.
Desta forma, sempre orientamos que pessoas com qualquer incômodo nos olhos ou
baixa visual devem ir ao especialista para uma avaliação correta”, enfatiza o
oftalmologista.
Quando não tratada
adequadamente, a sífilis ocular pode levar à cegueira irreversível. “Se o
tratamento não for seguido à risca, o que envolve internação do paciente e uso
antibióticos específicos, o comprometimento da visão pode se agravar, levando a
pessoa a ficar cega. Além disso, a sífilis congênita, transmitida pela mãe ao
bebê durante a gravidez, também pode ocasionar cegueira irreversível da
criança, diminuição do globo ocular, catarata e lesões da retina”, conclui o
médico.
Importância do
diagnóstico.
O recomendado é que os
pacientes diagnosticados com sífilis sejam encaminhados a oftalmologistas, caso
haja queixas oculares. Apesar de a doença afetar mais homens, que mantêm
relações com outros homens, qualquer pessoa pode ser exposta e infectada.
O tratamento utiliza
como base a penicilina cristalina (endovenosa). Quando a doença é tratada no
início, os problemas causados pela infecção podem ser revertidos. No
entanto, em algumas complicações mais graves, a perda da visão pode ser
permanente.


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