FONTE:
, Jan Niklas, https://extra.globo.com/
Problema que afeta cerca de 15% dos brasileiros, sobretudo entre 20 e 45 anos, a enxaqueca vem recebendo novas formas de tratamento. Exames genéticos, cirurgias e até injeções de gordura viraram opções para quem sofre de dores de cabeça. O primeiro passo, segundo os especialistas, é fazer o diagnóstico correto através de uma consulta médica, para saber se o problema é realmente crônico. O alerta foi dado na semana do Dia Nacional de Combate à Cefaleia, na última terça-feira, e em uma fase de estresse recorrente, que influencia na dor.
Segundo o neurologista da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, Gabriel Novaes de Rezende Batistella, dores de cabeça são, na maioria das vezes, por duas causas comuns: tensional, com dores geralmente mais leves que uma crise de enxaqueca, sendo notada nos dois lados da cabeça; e a migrânea, popularmente conhecida como enxaqueca, quando a dor começa e fica de um lado da cabeça, gera náusea, irritabilidade com a luz, sons e cheiros:
— Para saber se é preciso acompanhamento neurológico, devemos considerar se a dor impacta o paciente na sua rotina social, trabalho, reuniões de família, e principalmente quando não se sabe ainda o motivo e como tratar.
Caso o problema seja momentâneo, o tratamento pode ser feito com medicação como dipirona, paracetamol, ibuprofeno, de preferência na primeira hora após o surgimento da dor. Porém, quadro crônicos requerem tratamento adequado. O tratamento mais comum é feito com medicamentos anti-hipertensivos, antidepressivos e antipsicóticos, além da toxina botulínica. Porém, novos métodos vêm ampliando esse leque. A cirurgia de enxaqueca foi introduzida recentemente no Brasil. Segundo o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da Sociedade de Cirurgia de Enxaqueca e especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, o procedimento é indicado para quem sofre com dores crônicas:
— São procedimentos pouco invasivos que tratam os nervos onde os pacientes têm dor. Boa parte fica totalmente sem dor no pós-operatório. Alguns têm melhora parcial e ficam com quadros mais fáceis de serem tratados com medicamentos posteriormente.
Também há a opção da lipoenxertia, que é a injeção de gordura nos nervos. Segundo Rubez, o enxerto produz um efeito anti-inflamatório, melhorando a regeneração dos nervos. Para prevenir, Batistella ressalta que é fundamental manter estilo de vida saudável, com boa alimentação, exercícios físicos, meditação ou tratamentos psicológicos:
— Quando com dor, evite computadores, TV ou qualquer fonte luminosa direta artificial, isto inclui seu celular. Prefira não se exercitar neste dia nem fazer alimentações pesadas e reduza barulhos.
Alimentos dão gatilhos.
Outra opção é o exame genético, que pode identificar alimentos que dão gatilhos para a dor. Algumas pessoas são mais sensíveis a alimentos ricos em histamina, como vinho, queijos, embutidos e chocolate. Segundo Marcella Garcez, médica e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, alguns dos fortes sintomas podem ser amenizados com alimentação equilibrada, principalmente com a inclusão de castanha-do-pará, atum, canela, vegetais verde escuros e grão de bico.
Alimentos ricos em selênio e magnésio também são importantes para diminuir o estresse, enquanto anti-histamínicos (presentes na canela e gengibre) inibem a produção de prostaglandina, responsável pela sensação de dor.
— Evitar fast-food, fritura e alimento gorduroso é fundamental, assim como reduzir consumo de cafeinados, substâncias que alteram a circulação sanguínea e de álcool.
COMO AGIR DURANTE UMA CRISE.
- Evitar fontes luminosas como celular, TV e computador
- Ficar em repouso
- Evitar alimentação pesada
- Buscar lugares silenciosos
- Tomar remédio na primeira hora dos sintomas
- Caso
a dor venha acompanhada de náusea e sensibilidade a luz, sons e cheiros,
preferencialmente buscar um médico.

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