
Deixar o cigarro contribui para o bem-estar mental, tendo
o mesmo efeito que o uso de antidepressivos, aponta um estudo publicado no
periódico médico British Medical Journal (BMJ), na edição disponível a partir
desta sexta-feira (14).
De acordo com os pesquisadores britânicos, que revisaram
26 estudos sobre o tema, o efeito de parar de fumar pode ser "equivalente,
ou superior, ao de antidepressivos utilizados no tratamento da ansiedade, ou de
transtornos de humor".
Os fumantes incluídos nos trabalhos eram "medianamente
dependentes", com idade média de 44 anos, e fumavam de 10 a 40 cigarros
por dia. Do total, 48% eram homens.
Eles foram entrevistados antes de sua tentativa de parar
de fumar e, novamente, depois de conseguirem largar o hábito, em uma janela que
variou de seis semanas a seis meses.
Os que conseguiram deixar o cigarro estavam menos
deprimidos, menos ansiosos, menos estressados e com uma visão positiva da vida
do que os que não conseguiram abandonar o vício. A melhora foi perceptível nas
pessoas afetadas por transtornos mentais logo que pararam de fumar.
Nenhuma avaliação de acompanhamento do estado mental
voltou a ser feita, porém, em especial nos casos dos ex-fumantes que tiveram
recaídas.
A coordenadora do estudo, Genma Taylor, da Universidade
de Birmingham, disse esperar que os resultados permitam dissipar falsas ideias,
como a que atribui ao cigarro qualidades antiestressantes, ou relaxantes.
"Comparando não fumantes e fumantes, encontramos uma
associação entre uma pior saúde mental nos fumantes", acrescentou.
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