FONTE: Nelson Roch, TRIBUNA DA BAHIA.
É uma doença que é causada por um bacilo e
transmitida por via respiratória.
A
tuberculose é uma doença que tem tratamento e cura, mas em 2014 provocou 89
mortes em Salvador, o equivalente a mais um óbito por semana. Só este ano já
foram identificados 1.200 novos casos de pessoas tuberculosas na capital
baiana. Ontem, à tarde, na Secretaria de Saúde do município, situada no
Comércio, foi lançado o projeto “Salvador: Unida contra a Tuberculose! Eu
abraço essa causa!”. Na oportunidade artistas que emprestaram sua imagem em
campanhas tocadas nas redes sociais posaram pra fotos que buscam sensibilizar a
população contra o preconceito existente com relação à doença.
“Por
ser uma doença que envolve muito a questão social, porque é fácil de ser
transmitida para pessoas mais debilitadas, que se alimenta mal, a gente tem nos
bairros periféricos um registro maior de casos, como no subúrbio ferroviário,
em São Caetano e Valéria. Mas a gente tem casos em toda a cidade, na região da
Liberdade, da Barra e Pituba, o que mostra que não é uma doença como vista
antigamente como uma doença de pobre. Ela é uma doença, que é causada por um
bacilo e transmitida por via respiratória”, Luciana Peixoto, diretora de Atenção
à Saúde da secretaria municipal.
“É uma
honra estar participando de uma campanha como esta e eu espero poder fazer o
máximo possível para que esta campanha se expanda, contagie e sensibilize todas
as pessoas, para que este quadro seja reduzido”, disse à Tribuna a dançarina e
apresentadora Sheila Carvalho, que também ajuda a divulgar nas redes sociais a
campanha #NósAbraçamosEstaCausa.
Luciana
Peixoto destaca que a tuberculose tem tratamento e cura com medicamentos
dispensados gratuitamente no SUS e diz o que a pessoa deve fazer se apresentar
sintomas da doença: “A pessoa que tem tosse, perda de peso, cansaço e febre no
fim da tarde deve procurar um posto de saúde para fazer os exames necessários,
inclusive o de escarro que agente coleta e raio x. Fechado o diagnóstico, é
iniciado o tratamento, com entrega de toda a medicação gratuita para uso
ininterrupto durante seis meses”, orienta.
Entretanto,
a medicação apropriada para combater o mal ao longo de 180 dias, nem sempre é
consumida durante o período recomendado. “Esse é o grande problema, porque logo
no início a medicação tira os sintomas e a pessoa acha que já está boa e começa
a relaxar no tratamento e abandona a medicação antes do tratamento ser
concluído”, observou Luciana Peixoto. O evento de lançamento da campanha, que
tem como objetivo intensificar o diagnóstico precoce da tuberculose na capital
baiana, contou com a presença do secretário de Saúde do município, José
Antonio Rodrigo Alves.
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