FONTE: *** Jairo Bouer (doutorjairo.blogosfera.uol.com.br).
Algumas mulheres
acreditam que a pílula interfere na libido, e algumas até deixam de se proteger
de uma gravidez indesejada por causa disso. Mas um estudo publicado no
periódico The Journal of Sexual Medicine sugere que esse receio não
passa de mito.
Estudos científicos
têm trazido resultados contraditórios em relação ao tema: uns indicam que, sim,
a pílula influencia, e outros dizem que não. Para muitas usuárias, inclusive, o
controle do risco de engravidar aumenta a disposição para o sexo.
Na atual pesquisa,
conduzida por equipes das universidades de Indiana e Kentucky, foram avaliadas
usuárias de métodos contraceptivos em diferentes tipos de relacionamento, algo
que poucos trabalhos exploraram. Foi observado o impacto de três contraceptivos
diferentes em um total de 900 mulheres, que preencheram diários para descrever
detalhes sobre o desejo sexual.
As usuárias de
contraceptivos não hormonais relataram melhora na libido durante a masturbação,
e as que tomavam pílula reportaram sentir mais desejo com o parceiro.
No entanto, quando os
pesquisadores ajustaram fatores como a duração do relacionamento e a idade dos
parceiros, as diferenças deixaram de ser estatisticamente significantes.
Os autores concluem
que a relação entre anticoncepcional e libido é mais complexa do que parece.
Muitas mulheres que utilizam pílula estão em relacionamentos duradouros, e a
redução do desejo, nesses casos, pode estar mais ligada ao status do casal do
que ao uso de hormônios. Porém, ainda são necessários mais estudos.
O importante é que as
usuárias não tenham vergonha de conversar sobre sua libido com os
ginecologistas. Não existe um método ideal para todas, por isso nem sempre a
primeira alternativa é a que dá certo.


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