Londres,
4 mar (EFE).- Uma equipe de cientistas da
Universidade de Nottingham, na Inglaterra, descobriu que produtos químicos
usados em casa - e que podem inclusive estar na alimentação - afetam a
fertilidade de homens e de cães domésticos, conforme publicado nesta segunda-feira
na revista "Scientific Reports".
Durante anos, os
especialistas analisaram a diminuição da fertilidade masculina com estudos que
mostram uma redução global de 50% na qualidade do esperma nos últimos 80 anos.
Um estudo anterior realizado pelos pesquisadores da Nottingham mostrou que a
qualidade do esperma dos cachorros domésticos também diminuiu drasticamente, o
que indica que os produtos químicos de uso diário nos lares poderiam afetar
nessa diminuição.
Durante a pesquisa
foram analisados os efeitos de dois produtos específicos: o plastificante DEHP,
muito comum no ambiente doméstico (usado para suavizar tapetes e roupas, por
exemplo), e o industrial bifenil policlorado 153. Embora este último seja
proibido em nível mundial, ele continua muito presente no meio ambiente,
inclusive em alimentos.
Foram realizadas
experiências idênticas utilizando amostras de espermatozoides de homens
doadores e cachorros que residiam na mesma região do Reino Unido. Os resultados
revelaram que os produtos químicos, em concentrações relevantes para a
exposição ambiental, têm o mesmo efeito negativo no esperma humano e no canino.
O professor de Biologia
Reprodutiva da Universidade de Nottingham que liderou o estudo, Richard Lea,
afirmou que o novo estudo "apoia a teoria de que o cachorro doméstico é de
fato um espelho do declive reprodutivo do homem".
"Nossas
descobertas sugerem que os produtos químicos fabricados pelo homem e que são
muito utilizados em casa e nos ambientes de trabalho podem ser responsáveis
pela queda na qualidade do esperma identificado tanto no homem quanto no
cachorro que compartilham o mesmo espaço", afirmou.
***
EFE.

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