A pressão
alta
e o nível de colesterol
elevado estão entre as três doenças crônicas mais comuns do Brasil, segundo o
Ministério da Saúde. Esses problemas aumentam o risco de problemas
cardiovasculares --principal causa de morte no mundo -- e geralmente são
provocados por fatores que podem ser evitados, como sedentarismo, má
alimentação, estresse, falta de sono adequado etc.
Um novo estudo
publicado no Journal of The American Heart Association descobriu que um
outro hábito ruim pode elevar sua pressão e seu colesterol: o consumo exagerado
de álcool.
Na pesquisa, foram
avaliados 4.710 pessoas com idade entre 18 e 45 anos --faixa etária em que é
mais comum beber sem moderação. Os cientistas consideram como ingestão
compulsiva de álcool tomar mais de quatro (mulheres) ou cinco (homens) doses em
um único dia. Depois, os voluntários foram divididos em três grupos. Os que
não bebem compulsivamente; os que tiveram de 1 a 12 episódios de compulsão
alcoólica em um ano; e os que tiveram mais de 12 episódios de compulsão em um
ano.
Os homens que beberam
compulsivamente mais de 12 vezes no ano apresentaram uma pressão sistólica
média de 121,08 mm HG --valor que já é considerado pré-hipertensão arterial.
A pressão sistólica de quem teve menos de 1 a 12 episódios de compulsão foi de
119 mm HG; e a dos que não bebem compulsivamente, 117, 5 mm HG. As mulheres
dos três grupos não apresentaram diferenças significativas e estavam com a pressão
sistólica normal, que deve ser de até 120 mm HG.
A taxa de colesterol
total de bebedores compulsivos também foi maior:
217 mg/dl nos homens que exageraram nos drinques de 1 a 12 vezes no ano; 215
mg/dl nos que beberam compulsivamente mais de 12 vezes; e 207,8 mg/dl nos que
não têm compulsão. Lembrando que, atualmente, o nível de colesterol total
desejável para minimizar o risco de doenças cardíacas é de 190 mg/dl.
Entre as mulheres, mais
uma vez, a variação do colesterol total não foi significativa entre os três
grupos. No entanto, o nível de todas estava acima da taxa desejável:
207 mg/dl para as não compulsivas e bebedoras compulsivas com 1 a 12 episódios
no ano; e 210 mg/dl para as compulsivas com mais de 12 casos de bebedeira.


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