Muito comum entre as
mulheres, a infecção urinária é uma doença cercada de mitos. Segundo o
urologista Fernando Almeida, professor livre docente da Universidade Federal de
São Paulo (Unifesp), ao menos uma vez na vida, metade das mulheres vai ter o
problema, e boa parte delas acredita em informações erradas sobre o assunto.
O médico explica que,
ao contrário do que muitas pensam, a condição não é mais frequente em idosas e
sim em pessoas mais jovens. Além disso, ficar muito tempo com o biquíni
molhado ou segurar o xixi por um longo período não gera infecção urinária.
O que é?
A doença ocorre quando
bactéricas entram pelo canal da urina e chegam à bexiga,
onde geram a infecção, chamada de cistite. Na maioria dos casos, o problema é
provocada pela bactéria Escherichia coli.
Seus sintomas mais
comuns são ardência ao fazer xixi, vontade constante de ir ao banheiro, dor
pélvica, urina escura e às vezes com um pouco de sangue.
Quais as causas?
Almeida esclarece que
as infecções estão mais relacionadas à frequência da atividade sexual, por
isso, tendem a ser comum na fase mais ativa das mulheres, entre 18 e 55 anos de
idade. “Ter três relações sexuais por semana e vários parceiros ao logo do
mês aumentam o risco da doença."
Além disso, qualquer
fator que provoca mudança no PH vaginal, que é ácido, facilita a entrada da
bactéria. "Espermicidas e sprays íntimos com aroma, por exemplo,
têm capacidade de alterar a flora vaginal, diminuindo a proteção contra
invasores", detalha o urologista.
Como tratar e evitar?
A boa notícia é que a
infecção urinária tem fácil tratamento: antibiótico por três dias. “Ao tratar
corretamente, os sintomas somem em 24 horas”.
Alguns estudos foram realizados para tentar apontar medidas preventivas, mas são pouquíssimas, conta o urologista. A maior ingestão de líquidos pode ajudar, mas não existe a regra de tomar dois litros de água por dia. “O importante é beber líquido o suficiente para a urina ficar no tom amarelo claro. Não pode ser escura, nem precisa ser quase transparente”, diz Fernando Almeida.
Alguns estudos foram realizados para tentar apontar medidas preventivas, mas são pouquíssimas, conta o urologista. A maior ingestão de líquidos pode ajudar, mas não existe a regra de tomar dois litros de água por dia. “O importante é beber líquido o suficiente para a urina ficar no tom amarelo claro. Não pode ser escura, nem precisa ser quase transparente”, diz Fernando Almeida.
O urologista relembra
que no início do ano 2000 creditou-se à fruta cranberry o benefício preventivo
para quem sofre de infecção urinária mais de três vezes ao ano. O alimento
impediria a proliferação de bactérias causadoras da infecção urinária. Mas,
segundo Fernando Almeida, dois estudos realizados anos depois mostraram que
tanto suco quanto cápsulas de cranberry não cumprem esse papel protetor.
O alerta fica para quem
apresenta os sintomas mais leves, sem dor: não adiar a consulta. “Percebeu
alteração na cor ou no odor da urina, não ignore os sintomas e procure um
médico”, finaliza Almeida.


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