Os acidentes com o
animal vêm aumentando no Brasil nos últimos anos.
São Paulo - Em caso de
picada, a busca rápida por atendimento médico é o primeiro passo. Caso seja
necessário, os efeitos da picada do animal serão combatidos e soro contra o
veneno será usado.
Quando for possível e
não representar mais risco, levar o escorpião —até mesmo morto— ao serviço de
saúde também pode ser útil, segundo Fan Hui Wen, gestora de projetos do
Instituto Butantan.
Os acidentes com
escorpiões vêm aumentando no Brasil nos últimos anos. Um dos possíveis motivos
para o crescimento é a ampliação dos espaços urbanos.
Wen afirma que esses
animais não são muito ativos —caçam à noite— e que buscam locais com umidade e
calor para se fixar. Mesmo assim, ele consegue sobreviver em diversos lugares
devido à sua plasticidade de adaptação.
Nos ambientes urbanos,
os escorpiões encontram casa em meio a entulho, lixo e baratas --seu principal
alimento. Por esse motivo, cobrir ralos e frestas na casa, além de logicamente
manter o ambiente limpo, são maneiras de reduzir a chance de acidentes.
“Na maioria das vezes a
picada ocorre nas extremidades das mãos e eventualmente nos pés”, diz a médica.
“Não é incomum ser picado quando vai calçar o sapato ou a bota.”
Logo após o acidente há
dor no local, parestesia (sensação de alteração da sensibilidade da região),
inchaço e uma pequena vermelhidão.
Segundo o Ministério da
Saúde, deve-se limpar o local da picada com água e sabão e pode-se aplicar
compressas mornas.
Contudo, em algumas pessoas
pode haver um envenenamento sistêmico, quando as neurotoxinas liberadas pela
picada acabam na circulação sanguínea e chegam até os órgãos. Esse veneno atua
no sistema nervoso autônomo, responsável pela respiração, digestão e circulação
sanguínea.
“O que se sabe hoje é
que o escorpião-amarelo [Tityus serrulatus], por possuir um veneno mais potente
leva a mais casos graves”, diz Wen. “Crianças de até 12 anos também têm uma
susceptibilidade maior a esse veneno.”
Essa espécie costuma se
adaptar facilmente ao ambiente urbano e possui ampla distribuição pelo país.
A médica do Instituto
Butantan diz que a gravidade dos acidentes com escorpiões pode ser leve
—somente a dor—, moderada e grave —ambas necessitam de soro para tratamento e
segurança da pessoa que sofreu a picada.
“O sinal premonitório
[de que o quadro pode ser mais grave] é quando o paciente apresenta náuseas ou
vômitos, além da dor”, diz Wen.
Ao ser picado, não se
deve tentar prender a circulação da área atingida ou sugar o veneno. Também não
se deve cortar, furar, queimar, passar qualquer tipo de substância ou mesmo
fazer um curativo sobre a picada.
"Se você tomar uma
injeção e se arrepender, vai conseguir tirar o remédio?", compara Wen.
"Nada disso é capaz de remover o veneno."


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