Um estudo australiano
confirma o que muitos educadores já perceberam: alguns alunos conseguem
conciliar numa boa a vida acadêmica com o uso das redes sociais. Mas ficar
longe delas pode ser uma ótima ideia para quem está com notas baixas.
A pesquisa, coordenada
pelo professor James Wakefield, da Universidade de Tecnologia de Sydney, contou
com mais de 500 estudantes do primeiro ano de faculdade, com cerca de 19 anos
de idade.
Os participantes
gastavam, em média, duas horas por dia no Facebook. Mas alguns chegavam a ficar
conectados por até nove horas. Vale mencionar que para esses alunos era rotina
usar a rede social para fazer trabalhos em grupo ou para se comunicar com os
professores.
Distração a mais.
Os resultados indicam
que as redes sociais podem ser um problema para quem já está com dificuldade de
se concentrar nos estudos. Entre os participantes que estavam abaixo da média
da sala, passar três horas por dia no Facebook trouxe uma redução média de 10%
nas notas. O impacto foi negativo até para os jovens que utilizavam a rede mais
por causa da faculdade, mesmo.
Já para os alunos com
alto desempenho, o tempo gasto no Facebook não fez diferença nas notas, segundo
a pesquisa. Isso reforça o fato de que a tecnologia, em si, não é
necessariamente um vilão. Porém, para alguns indivíduos que já sofrem para
manter o foco, as redes sociais podem ser uma fonte de distração adicional.
As informações foram
publicadas no periódico Computers & Education. Embora o
trabalho tenha sido feito com estudantes das áreas de Exatas e Biológicas, os
autores acreditam que os resultados podem se aplicar a alunos de outras áreas e
também aos mais jovens.
Impacto varia.
A hipótese precisa ser
confirmada em novas pesquisas, mas não há dúvida que as redes sociais podem ter
impactos variáveis na vida das pessoas. Tem aluno que consegue estudar com
barulho, outros não. A gente também sabe, por exemplo, que quem dorme pouco tende
a se distrair mais com as telas. É fundamental que todas essas vulnerabilidades
sejam bem conhecidas para que ninguém fique em desvantagem diante do uso cada
vez mais amplo da tecnologia.


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