A Agência Mundial
Antidoping (Wada) decidiu excluir a Rússia dos Jogos Olímpicos durante quatro
anos, o que significa que o país não disputará Tóquio-2020 e os Jogos de
Inverno de Pequim-2022, em consequência da falsificação de dados dos controles
entregues à entidade. O anúncio foi feito pelo porta-voz da agência, James
Fitzgerald, após um comitê executivo celebrado na segunda-feira, 9, em
Lausanne.
"A lista completa
de recomendações (de sanções por parte do Comitê de Revisão de Conformidade,
CRC) foi aprovada por unanimidade dos 12 membros do comitê executivo",
declarou Fitzgerald. O CRC recomendou a exclusão da bandeira da Rússia dos
Jogos e de qualquer campeonato mundial por quatro anos, com a possível presença
de atletas russos sob a bandeira "neutra".
"Isso significa
que os atletas russos, se quiserem participar dos Jogos Olímpicos ou
Paralímpicos, ou qualquer outro grande evento, deverão demonstrar que não estão
envolvidos nos programas de doping descritos no relatório 'McLaren' ou que suas
amostras não foram falsificadas", disse Fitzgerald.
A decisão da Wada pode
ser objeto de apelação dentro do prazo de 21 dias no Tribunal Arbitral do
Esporte (TAS), pela Agência Russa Antidoping (Rusada) ou pelo Comitê Olímpico
Russo (ROC) ou qualquer federação internacional envolvida. O recurso será
suspensivo e as sanções não serão aplicáveis até que o TAS as confirme.
Entre as outras medidas
aprovadas na segunda-feira pela Wada, a proibição por quatro anos de atribuir a
organização de grandes competições (Jogos Olímpicos e Mundiais) à Rússia. As
sanções são a consequência da falsificação dos dados dos controles antidoping
entregues pela Rússia à Wada no início deste ano.
A entrega por Moscou de
milhares de dados brutos de controle, armazenados nos servidores do antigo
laboratório de Moscou, sob a supervisão do poderoso Comitê de Investigação da
Rússia, era de fato uma condição estrita imposta pela Wada para retirar, no
final de 2018, a suspensão anterior da Rusada.
O órgão antidoping
mundial esperava, assim, trazer à luz os controles positivos que não tiveram
consequências, abrir processos disciplinares contra atletas e encerrar o caso
uma vez por todas. Mas especialistas enviados pela Wada descobriram que
"centenas" de resultados suspeitos foram apagados, alguns entre
dezembro de 2018 e janeiro de 2019, pouco antes da entrega dos dados.



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