FONTE: Bruno
Brito***,
https://atarde.uol.com.br/
A angústia de
cerca de 160 famílias de Madre de Deus, na região metropolitana de Salvador
(RMS), que estão expostas à contaminação por derivados de petróleo, a exemplo
do benzeno, há cerca de 20 anos, ganhou um novo capítulo. Isso porque uma nova
fase do tratamento ambiental decorrente da contaminação no terreno da Companhia
de Carbonos Coloidais (CCC) poderá ser iniciada, após a desocupação de cerca de
160 casas.
O processo foi
oficializado após publicação do decreto de desapropriação no Diário Oficial do
Município (DOM), na última terça-feira.
De acordo com
nota do Programa de Desocupação para Tratamento Ambiental (PDTA), que é fruto
de um acordo assinado entre o Ministério Público da Bahia, prefeitura municipal
de Madre de Deus e a Braskem, a ação de desocupação é prevista desde 2015,
tornando-se necessária porque não há tecnologia segura disponível capaz de
promover o tratamento da área sem desocupar o local. Já a área do terreno foi
declarada de utilidade pública pelas autoridades municipais.
"A
desocupação é necessária para a continuidade do monitoramento e tratamento
ambiental no terreno da CCC, onde foi detectado, por volta do ano 2000, um
vazamento de produtos da empresa Tecnor. A área a ser desocupada está identificada
oficialmente pelo decreto de desapropriação publicado no dia 16 de fevereiro no
Diário Oficial do Município e fica em um trecho da Rua Santos Dumont, vizinha
ao terreno da CCC", dizia a nota do PDTA.
O documento
informa ainda que o programa deverá ser concluído em seis meses e que os
moradores receberão indenização financeira por deixarem o local, podendo
decidir onde desejam morar. "De acordo com o decreto municipal, após a
desocupação, o trecho será cercado e isolado para a continuação do tratamento
ambiental. A prefeitura definirá a melhor destinação pública para a
região".
*** Sob a supervisão da
jornalista Hilcélia Falcão.

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