FONTE:
, Salvador, https://www.trbn.com.br/
Também conhecida como
a doença da urina preta, a doença de Haff é geralmente associada ao consumo do
peixe olho de boi.
Em tempos de pandemia, uma boa notícia: este ano, a
Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), ainda não constatou nenhum caso da doença
de Haff no estado. Entretanto, no período de agosto de 2020 a 17 de fevereiro
de 2021 foram notificados 47 casos compatíveis com a Síndrome. Destes, 40 casos
confirmados, sendo 27 laboratorialmente e 13 por critério
clínico-epidemiológico nos municípios de Camaçari, Candiba, Entre Rios,
Salvador, Dias D'Ávila e Feira de Santana. Foram descartados cinco casos.
Salvador teve o maior número de casos (17), seguido de
Camaçari (16). Os casos foram notificados nos meses de agosto, outubro e
novembro de 2020 e não houve ainda confirmação de casos em 2021.
A doença de Haff consiste em rabdomiólise (síndrome
caracterizada por uma destruição das fibras musculares esqueléticas) sem
explicação e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema rigidez muscular,
mialgia difusa, dor torácica, dispnéia, dormência, perda de força em todo o
corpo e urina cor de café, associada a elevação sérica de creatinofosfoquinase
(CPK), associada à ingestão de crustáceos e principalmente ao consumo de
pescados.
Também conhecida como a doença da urina preta, a doença
de Haff é geralmente associada ao consumo do peixe olho de boi. As causas da
infecção ainda são pouco conhecidas. Além disso, ela também causa falta de ar,
dormência e perda de força em todo o corpo.
O médico infectologista e diretor da Sociedade Brasileira
de Infectologia (SBI-BA) Antônio Bandeira explica que "o peixe olho de boi
foi o mais implicado no desenvolvimento da síndrome de Haff. A gente viu isso
em 2016. Existem alguns casos que saem um pouco disso, por isso é fundamental a
continuidade das pesquisas em relação à questão marinha, porque provavelmente
deve ter alguma situação que envolvam algas, que podem, excepcionalmente, ou
menos frequentemente, envolver outros tipos de peixe”
As orientações da Sesab à população são: aos primeiros
sintomas, busque uma unidade de saúde imediatamente e identifique outros
indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação
de possíveis novos casos da doença.
Aos profissionais de saúde, as orientações são: observar
a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de
rabdomiólise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado
durante 48 a 72 horas e evitar o uso de antiinflamatórios.

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