sábado, 20 de fevereiro de 2021

DOENÇA DE HAFF AINDA NÃO TEVE NENHUM CASO CONFIRMADO EM 2021...

FONTE:, Salvador, https://www.trbn.com.br/

Também conhecida como a doença da urina preta, a doença de Haff é geralmente associada ao consumo do peixe olho de boi.

Em tempos de pandemia, uma boa notícia: este ano, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), ainda não constatou nenhum caso da doença de Haff no estado. Entretanto, no período de agosto de 2020 a 17 de fevereiro de 2021 foram notificados 47 casos compatíveis com a Síndrome. Destes, 40 casos confirmados, sendo 27 laboratorialmente e 13 por critério clínico-epidemiológico nos municípios de Camaçari, Candiba, Entre Rios, Salvador, Dias D'Ávila e Feira de Santana. Foram descartados cinco casos.

Salvador teve o maior número de casos (17), seguido de Camaçari (16). Os casos foram notificados nos meses de agosto, outubro e novembro de 2020 e não houve ainda confirmação de casos em 2021.

A doença de Haff consiste em rabdomiólise (síndrome caracterizada por uma destruição das fibras musculares esqueléticas) sem explicação e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema rigidez muscular, mialgia difusa, dor torácica, dispnéia, dormência, perda de força em todo o corpo e urina cor de café, associada a elevação sérica de creatinofosfoquinase (CPK), associada à ingestão de crustáceos e principalmente ao consumo de pescados.

Também conhecida como a doença da urina preta, a doença de Haff é geralmente associada ao consumo do peixe olho de boi. As causas da infecção ainda são pouco conhecidas. Além disso, ela também causa falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo.

O médico infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI-BA) Antônio Bandeira explica que "o peixe olho de boi foi o mais implicado no desenvolvimento da síndrome de Haff. A gente viu isso em 2016. Existem alguns casos que saem um pouco disso, por isso é fundamental a continuidade das pesquisas em relação à questão marinha, porque provavelmente deve ter alguma situação que envolvam algas, que podem, excepcionalmente, ou menos frequentemente, envolver outros tipos de peixe”

As orientações da Sesab à população são: aos primeiros sintomas, busque uma unidade de saúde imediatamente e identifique outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença.

Aos profissionais de saúde, as orientações são: observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiólise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 a 72 horas e evitar o uso de antiinflamatórios.

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