FONTE: Natália Lázaro, Colaboração para o UOL, em Brasília, https://economia.uol.com.br/
Na visão das entidades,
o fim do auxílio emergencial e a chegada das vacinas, estimulando as atividades
comerciais e econômicas, diminuem a necessidade de utilização da nota. Para
eles, a impressão das cédulas de R$ 200 estimula atos de corrupção e de criação
de quadrilhas especializadas em roubos a caixas eletrônicos e transportadoras
de valores.
"Sabe-se que as
melhores práticas internacionais recomendam a restrição ao uso de cédulas de
alto valor em razão da forte preferência do crime organizado pelas notas
maiores, uma vez que favorecem o transporte e a ocultação de montantes mais
altos, beneficiando indivíduos e organizações criminosas que movimentam
dinheiro vivo, obtido em atividades como corrupção, tráfico de drogas, de
armas, evasão de divisas e contrabando, cujas transações que são feitas fora do
sistema bancário, preferencialmente com esses bilhetes", defende a carta.
No texto, os
interessados relembraram, ainda, o acordo feito em 2019 pela diretoria do Banco
Central para encerramento da emissão das notas de R$ 100, sendo a nota de R$
200 um projeto em contramão à decisão anterior.
Assinaram a carta os
representantes do Instituto Não Aceito Corrupção, Transparência Partidária,
Confederação Nacional das Carreiras e Atividades Típicas de Estado,
Transparência Brasil, Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos
Tribunais de Contas do Brasil, Ministério Público Democrático, Associação da
Auditoria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União e Associação
Nacional do Ministério Público de Contas.
Caberá agora a ministra
Carmen Lúcia seguir com o pedido na Corte.

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